Quanto às avaliações dos alunos a instituição garante que "estão a ser devidamente acauteladas no âmbito institucional"
A Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL) divulgou um comunicado, esta segunda-feira, onde faz saber que suspendeu o vínculo laboral com o advogado Paulo Abreu dos Santos. Recorde-se que o advogado, que foi adjunto da anterior ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, foi detido pela Unidade de Combate ao Cibercrime da Polícia Judiciária, em articulação com o DIAP de Lisboa, por centenas de crimes de pornografia de menores e também abusos sexuais de crianças diretamente praticados pelo próprio, que filmava os atos com um telemóvel, apurou a CNN Portugal.
No documento, a FDUL explica que este "prestava serviço docente na escola como assistente convidado". Mas, "face à situação existente, que provocou profunda consternação na comunidade académica, decidiu suspender o seu vínculo de emprego público (contrato de trabalho em funções públicas a termo) com a Faculdade".
Quanto às avaliações dos alunos, a instituição garante que "estão a ser devidamente acauteladas no âmbito institucional".
Por fim, a faculdade acrescenta que "está a proceder a diligências de recolha de informações relevantes colaborando com as autoridades competentes e continua a acompanhar os desenvolvimentos do caso para intervir se e quando for adequado".
Haverá pelos menos duas crianças portuguesas, com cerca de 10 anos, entre as vítimas de abuso sexual do adjunto da ex-ministra da Justiça, Paulo Abreu dos Santos, que já confessou os crimes perante o juiz. A Polícia Judiciária (PJ) está agora a tentar identificar estas duas crianças, para que possam ser ouvidas como vítimas no processo.
Foi perante o juiz que, no sábado, o adjunto da antiga ministra da Justiça confessou os crimes de abuso sexual, tendo-lhe sido decretada prisão preventiva
Além dos 500 ficheiros internacionais de acesso e partilha de conteúdo de pornografia infantil, a PJ apanhou vídeos onde o advogado se filmava a abusar as crianças. Está indiciado por dois crimes de abuso sexual de menores.
Os inspetores acreditam que Paulo Abreu dos Santos pode estar ligado a uma rede com ramificações.
A PJ quer ter acesso ao telemóvel do adjunto da ex-ministra e perceber se tem o contacto de outros pedófilos portugueses.