Re-Source: 2.ª edição do programa une inovação e reciclagem

Conteúdo Patrocinado
15 jul, 10:32
SPV - Artigo 1

A reciclagem ainda traz alguns desafios aos consumidores. No entanto, para cada desafio existe uma solução, e o programa Re-Source acredita que a resposta está numa fórmula que una inovação, criatividade e digitalização. Por isso, procura startups, criadores e disruptores de todo o mundo que queiram contribuir para um mundo mais sustentável.

Numa parceria entre a Sociedade Ponto Verde (SPV) e a consultora de inovação colaborativa Beta-i, este programa pretende, assim, incentivar inovadores de todo o mundo a submeter soluções que originem mais e melhor reciclagem. Melhorar a jornada dos consumidores e promover a sustentabilidade dos materiais são dois dos desafios apresentados.

Uma oportunidade de contribuir para a sustentabilidade do planeta

 

Depois do êxito da primeira edição, startups, scaleups, inovadores e centros de investigação de todo o mundo têm, até dia 12 de agosto, uma nova oportunidade de participar neste programa de inovação colaborativa.

 

Na segunda edição do Re-Source, os participantes são desafiados a apresentar soluções que tenham como objetivo promover a economia circular e a disrupção digital na reciclagem de resíduos de embalagens. Com uma dotação de 250 mil euros para investimento na potenciação dos projetos selecionados, os participantes têm a possibilidade de trabalhar em conjunto com grandes empresas do setor para a criação de projetos-piloto inovadores neste âmbito.

 

Os projetos apresentados devem já ter sido testados noutros mercados, podendo estar relacionados, por exemplo, com robótica e IA para last-mile delivery, com novos materiais dentro da economia circular e com o desenvolvimento de cidades inteligentes. Este ano, o foco é não só aumentar as taxas de reciclagem por parte dos consumidores, como também encontrar soluções para categorias específicas de resíduos. Nesse sentido, existem quatro desafios a que estes projetos podem dar resposta:

 

  • Comportamento e jornada do consumidor: os cidadãos estão cada vez mais preocupados com as questões ambientais e querem ser uma solução efetiva na contribuição para um futuro melhor, reciclando cada vez mais. É necessário, contudo, garantir que são dadas as condições para que este hábito possa ser incutido e mantido, o que implica avaliar o processo desde a acessibilidade aos pontos de reciclagem em casa[LP1] [AA2]  até à colocação das embalagens no ecoponto correto, garantindo que são dadas condições para que os cidadãos, onde quer que estejam, possam reciclar sempre;
  • Encontrar soluções digitais: tanto para incentivar a participação e o compromisso individual do consumidor com a reciclagem, como para promover a rastreabilidade na recolha e recuperação de embalagens, o que pode ser possível com o sistema PAYT (ou Pay-As-You-Throw), que se baseia na aplicação de dois princípios de política ambiental: o princípio do “poluidor pagador” e o conceito de responsabilidade partilhada;
  • Melhorar o processo de reciclagem de embalagens de vidro e alumínio: promover a digitalização e a rastreabilidade na recolha e recuperação do vidro, e, igualmente, otimizar a separação e eliminação do alumínio, permitindo fechar o ciclo deste material “infinitamente reciclável” e mantê-lo sempre dentro da economia circular;
  • Aumentar a reciclagem e recuperação de papéis revestidos e de embalagens de cartão para alimentos líquidos (ECAL), aplicando os princípios da economia circular.

 

Além disso, o programa oferece algumas “luzes” aos participantes, indicando soluções que procura, tanto específicas em relação aos materiais e aos desafios identificados, como transversais. Neste último caso, propõe projetos que promovam:

  • Ideias para transportar e depositar os materiais recicláveis nos contentores ou pontos de entrega, tendo por base as soluções tecnológicas usadas em e-commerce para last-mile delivery;
  • Técnicas de incentivo para influenciar positivamente os consumidores e levá-los a reciclar de forma correta, cumprindo as condições de separação dos diversos tipos de materiais; ou
  • Soluções que tornem todo o processo de reciclagem claro, de forma que os consumidores vejam, percebam e sintam as consequências e a realidade de separar, reutilizar e encaminhar para reciclagem as embalagens de forma correta.

 

Aproveitando esta oportunidade de usar a criatividade para contribuir para a evolução da cadeia de valor das embalagens, é possível candidatar-se através do website do programa Re-Source.

 

 

Mudar o mundo com os parceiros e os promotores do programa Re-Source

Promovido pela Sociedade Ponto Verde e gerido pela consultora de inovação colaborativa Beta-i, o programa Re-Source juntou, na primeira edição, 13 parceiros e 20 empreendedores de 10 países, incluindo Portugal. Algumas das soluções tangíveis desenvolvidas no âmbito da economia circular foram, entre outros:

 

  • Ecopontos inteligentes, para tornar a reciclagem num hábito divertido;
  • Ecopontos que permitem inserir embalagens de vidro ou plástico e latas de alumínio para receber pontos e prémios que depois podem ser usados em serviços e produtos;
  • Rótulos com tinta magnetizável, para serem mais facilmente separados do plástico e permitir uma melhor reciclagem das embalagens;
  • Novas soluções de reciclagem de embalagens.

 

Depois do êxito da primeira edição, este ano, a Sociedade Ponto Verde e a consultora Beta-i voltam então a convocar todos os agentes da inovação e da disrupção que queiram colocar a sua criatividade ao serviço da sustentabilidade.

 

O programa conta, em 2022, com parceiros como a Águas e Resíduos da Madeira, a AIVE, a Amarsul, a APA, a Colep Packaging, a Deco Proteste, a Delta, a DGAE, a Embal, o Leroy Merlin, a Maiambiente, a Musami – Operações Municipais do Ambiente, a Tetra-Pak e a Valorsul. São estes os parceiros com os quais os 20 participantes com as melhores soluções irão trabalhar. Assim, após a seleção em setembro, durante quatro meses, irão desenvolver em conjunto os projetos-piloto que serão, em fevereiro de 2023, apresentados ao ecossistema e testados em contexto real.

 

Além disso, terão a oportunidade de fazer crescer o negócio através de colaborações com os parceiros, da possibilidade de aprender sobre negócio, sobre a indústria e sobre sustentabilidade, e de networking com empresas inovadoras na área da economia circular.

 

É, inegavelmente, um processo em que todos saem vencedores, sendo um passo importante para a visibilidade das empresas e uma forma de originar mais e melhor reciclagem. Junte-se a nós!

 


 [LP1]E o fora de casa? Onde estiver, recicle sempre

 [AA2]Uma das partes do desafio dos consumidores é garantir que nas cozinhas ou outras divisões das casas é possível garantir acessibilidade a contentores. No entanto, já deixei no final da frase a indicação que devemos garantir que os cidadãos devem poder reciclar sempre, onde estiverem (mencionando já as alturas em que estão fora de casa).