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Ainda não chegou a Portugal mas há um "aumento invulgar" de parvovírus na Europa

5 jun, 22:28
Laboratório (Unsplash)

Começaram por ser detetados na Dinamarca e já chegaram a Espanha. O ECDC apela às autoridades de saúde para que se mantenham em alerta

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) alertou esta quarta-feira para um "aumento invulgar" do número de casos de parvovírus B19V em vários países da Europa, da Dinamarca à Espanha.

De acordo com um relatório divulgado pelo ECDC, foram as autoridades dinamarquesas que lançaram um alerta logo em março deste ano, quando detetaram um "aumento acentuado" de casos de B19V em grávidas. Desde então, outros 14 países europeus (Chéquia, Finlândia, Alemanha, Hungria, Irlanda, Itália, Lituânia, Luxemburgo, os Países Baixos, Noruega, Eslováquia e Espanha) também começaram a reportar um aumento do número de casos deste vírus, que afeta sobretudo o as crianças e os grupos mais vulneráveis, como grávidas e doentes imunodeprimidos ou com doenças crónicas.

Para a generalidade da população, o risco é "muito baixo", avalia o ECDC, destacando que é nas faixas etárias mais jovens que os efeitos mais se fazem sentir. "A maioria das doenças por infeção do B19V surgem na infância e são ligeiras, geralmente na forma de eritema infeccioso", que se transmite por via aérea e que afeta sobretudo crianças entre os 5 e os 7 anos, estando associado a sintomas como febre baixa e um mal-estar ligeiro. Geralmente nestes casos surge também "uma erupção cutânea endurecida sobre a face e simétrica, mais visível nos braços, pernas e tronco", refere-se no site do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Já na idade adulta, os casos de parvovírus também se podem apresentar na forma de erupção cutânea, além de dores musculares e nas articulações - sintomas que são relatados com mais frequência entre os adultos do que nas crianças.

"Apesar das complicações relatadas, o prognóstico geral é bastante bom. Avaliamos o impacto na população em geral como muito baixo", pode ler-se no relatório.

Já para as grávidas com menos de 20 semanas de gestação o risco passa a ser avaliado como "baixo a moderado", sendo "moderado" para as pessoas imunodeprimidas ou com doenças crónicas.

Neste contexto, o ECDC incentiva as autoridades de saúde a promoverem a sensibilização junto dos profissionais de saúde e do público em geral para os possíveis riscos e sintomas associados à infeção pelo B19V, especialmente para os grupos vulneráveis.

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