Autarca socialista de Vizela enfrenta um novo inquérito por suspeitas de violência doméstica
O presidente do Partido Socialista, Carlos César, defende que Victor Hugo Salgado, presidente da Câmara de Vizela, não deve ser candidato pelo partido a nenhum cargo.
Questionado pelos jornalistas no Parlamento sobre a notícia do Observador de que Victor Hugo Salgado foi alvo de um segundo inquérito por suspeitas de violência doméstica e que desta vez está em causa o filho menor (10 anos), o presidente do PS respondeu: "Aquilo que eu tive oportunidade em devido tempo de dizer é que, da minha parte, mantinha o sentido prático e imperativo da decisão que já tínhamos tomado, a de que não confiamos nessa pessoa para ser novo candidato a nenhum lugar".
Questionado se este caso pode levar a algum processo de expulsão do partido, Carlos César disse que essa "é uma matéria que será equacionada pela nova direção do PS".
A 21 de abril, o então líder do PS, Pedro Nuno Santos, pediu a Victor Hugo Salgado - à época presidente da federação do PS/Braga - para renunciar ao cargo e informou-o de que não apoiaria a sua recandidatura à Câmara de Vizela, após notícias de alegadas agressões à mulher.
Em 26 de maio, o presidente do PS instruiu a coordenação autárquica do partido para manter a retirada de apoio ao atual autarca da Câmara Municipal de Vizela, apesar do arquivamento da queixa por violência doméstica que motivou o seu afastamento.
O arquivamento aconteceu depois de a alegada vítima, a sua mulher, se ter recusado a prestar declarações aos procuradores e ter desistido da queixa.
A questão será reavaliada depois de 12 de junho - data limite para apresentação de candidaturas à liderança do PS -, em conjunto com os candidatos à sucessão de Pedro Nuno Santos como secretário-geral.
