A OPA hostil da Paramount é uma das maiores de sempre

CNN , Elisabeth Buchwald
11 dez 2025, 19:00
Paramount (Nick Ut/AP)

A Paramount e a Netflix estão envolvidas numa disputa cerrada pela Warner Bros. Discovery.

De um lado a Netflix, pretendente aprovada pela administração da WBD, que anunciou um acordo de 72 mil milhões de dólares, cerca de 61,8 mil milhões de euros, na semana passada. Do outro lado, a Paramount, pretendente rejeitada pela administração, que está a recorrer a uma tática conhecida como OPA (Oferta Pública de Aquisição) hostil.

Uma OPA hostil ocorre quando uma empresa tenta adquirir outra, contornando a administração da empresa-alvo e apelando diretamente aos acionistas.

Embora as OPAS amigáveis e mutuamente acordadas entre duas empresas tendam a ter uma taxa de sucesso mais elevada, as OPAS hostis, embora mais arriscadas e muitas vezes dispendiosas, também podem ser bem-sucedidas.

Se a oferta da Paramount de 30 dólares por ação, totalmente em dinheiro, no valor de 108 mil milhões de dólares, cerca de 92,7 mil milhões de euros, (incluindo dívidas) pela propriedade total da WBD for bem-sucedida, será a quarta maior OPA hostil concluída nos últimos 20 anos, de acordo com dados partilhados pela Dealogic com a CNN. E, muitas vezes, a OPA hostil anunciada por uma empresa acaba a ser ainda maior.

No entanto, neste momento, eis as cinco maiores ofertas de aquisição hostil que foram bem-sucedidas. Todos os valores excluem dívidas:

Mannesmann pela Vodafone Airtouch

Em 1999, a empresa de telecomunicações britânica Vodafone Airtouch (agora Vodafone Group) apresentou pela primeira vez à administração da empresa de telecomunicações alemã Mannesmann uma aquisição totalmente em ações, que foi rejeitada pela administração da Mannesmann.

A Vodafone avançou com uma OPA hostil para comprar ações da Mannesmann, que foi finalizada em 2000 e avaliada em 171 mil milhões de dólares (146 mil milhões de euros)

SABMiller pela Anheuser-Busch InBev

A Anheuser-Busch, vítima de uma OPA hostil bem-sucedida pela InBev, formou uma empresa que mais tarde ficou conhecida como Anheuser-Busch InBev. Essa empresa lançou então uma OPA hostil pela SABMiller em 2015, após várias tentativas frustradas de aquisição amigável. O acordo negociado foi fechado em 122 mil milhões de euros (104 mil milhões de euros) em 2016.

Warner-Lambert pela Pfizer

A Pfizer teve sucesso com a sua OPA hostil à Warner-Lambert, uma empresa farmacêutica conhecida por fabricar o medicamento para baixar o colesterol Lipitor, em 2000. O acordo, totalmente em ações, foi fechado em 110 mil milhões de dólares (94,4 mil milhões de euros) naquele ano.

ABN Amro pela Royal Bank of Scotland Group

O Royal Bank of Scotland, ao procurar impedir uma OPA amigável do banco holandês ABN Amro pelo Barclays, conseguiu que dois outros bancos fizessem coletivamente uma OPA hostil que dividiria o ABM entre os três. O negócio foi finalmente fechado em 2007, num acordo avaliado em 96 mil milhões de dólares (82,3 mil milhões de euros). No entanto, o acordo contribuiu para o fim do RBS.

Aventis pela Sanofi-Synthelabo

A OPA hostil surpresa da Sanofi-Synthelabo pela Aventis, uma empresa farmacêutica franco-alemã, foi avaliada em 73 mil milhões de dólares (62,6 mil milhões de euros) em 2004.

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