Procurador paraguaio morre assassinado na lua de mel

11 mai, 20:42
Marcelo Pecci (Getty Images)

A polícia nacional da Colômbia, o Ministério Público do Paraguai e autoridades dos EUA encontram-se unidas a investigar o caso

Uma lua de mel num destino paradisíaco: à partida nada anunciava este desfecho. No entanto, foi nessas circunstâncias que Marcelo Pecci, um procurador paraguaio que dedicou a sua vida à luta contra o crime, foi assassinado. Morreu esta terça-feira.

Marcelo Pecci estava numa praia privada da ilha de Baru, na Colômbia, com a sua mulher, a jornalista Claudia Aguilera, quando se deu o assassínio. Segundo Claudia Aguilera contou ao jornal "El Tiempo", "dois homens atacaram o Marcelo, vieram num pequeno barco, ou num jet ski, a verdade é que não vi bem".

Segui-se um assassínio silencioso, onde apenas se ouviram dois barulhos de tiros - que atingiram Marcelo Pecci na cara e nas costas. Os assassinos não pronunciaram uma única palavra.

Claudia Aguilera escapou com vida, juntamente com a filha do casal. Isto porque horas antes da tragédia a jornalista tinha anunciado no Instagram que estava grávida. O casal tinha-se casado a 30 de abril.

Marcelo Pecci, de 45 anos, ficou conhecido por ter trabalhado em casos de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Entre os seus casos mais populares estão a investigação sobre o assassínio da filha de um governador regional, no ano passado, e o caso do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, preso em 2020 por tentar entrar no Paraguai com passaporte falso.

Uma investigação a decorrer

As razões e os responsáveis por este crime ainda estão por apurar, sendo que a embaixada do Paraguai em Bogotá afirma que "as autoridades de investigação criminal e de informação estão na zona com a senhora [Claudia Aguilera] e já estão a tomar todas as medidas convenientes e a realizar a investigação".

A polícia nacional da Colômbia, o Ministério Público do Paraguai e autoridades dos EUA encontram-se unidas a investigar o caso, sendo que o diretor-geral da polícia nacional da Colômbia, Jorge Luis Vargas, viajou para a região onde ocorreu o crime.

“Temos informações que estão a ser apuradas com carácter urgente e que são sigilosas para nos ajudar a identificar os responsáveis ​​por este lamentável incidente”, afirmou Jorge Vargas.

O procurador paraguaio Augusto Salas afirmou à agência AFP que o assassínio pareceu ser "típico da máfia, por isso é assim que o irei considerar até o contrário ser provado"

O presidente do Paraguai, Mario Abdo, reagiu ao caso no Twitter, afirmando que "o assassínio cobarde do procurador Marcelo Pecci na Colômbia entristece toda a nação paraguaia", acrescentando que condena "este trágico acontecimento". "Vamos redobrar o nosso empenho na luta contra o crime organizado."

 

 

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