Ainda não divulgada oficialmente a causa da explosão, mas os governantes estão a tratar o incidente como um atentado suicida
Um ataque que as autoridades suspeitam ser da autoria de um bombista-suicida matou pelo menos 31 pessoas e feriu 169 durante as orações de sexta-feira numa mesquita muçulmana xiita na capital do Paquistão, Islamabad, informaram as autoridades.
O número de mortos faz deste o ataque mais mortífero no país desde a explosão da mesquita de Peshawar, em janeiro de 2023.
A forte explosão sacudiu o edifício onde decorriam as orações. "A explosão aconteceu num lugar de culto xiitta na zona de Tarlai, em Islamabade. Estamos ainda a receber informações sobre a sua origem e sobre as vítimas", disse à agência Efe o porta-voz da polícia da capital paquistanesa, Taqi Jawad.
Imagens transmitidas pela televisão e nas redes sociais mostram polícia e habitantes a levarem feridos para os hospitais. Outras imagens mostram corpos cobertos de sangue no chão da mesquita, rodeados de cacos de vidro e detritos. Muitos feridos estavam nos jardins em volta da mesquita, na zona semiurbana de Khadija Tul Kubra Imambargah, nos arredores da cidade. Vinte e cinco ambulâncias foram enviadas para o local.
Ainda não divulgada oficialmente a causa da explosão, mas os governantes estão a tratar o incidente como um atentado suicida. O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, sublinhou que “atingir civis inocentes é um crime contra a humanidade”. O primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, declarou que ordenou a realização de um inquérito exaustivo. "Os responsáveis devem ser identificados e punidos", diz. O ministro do Interior paquistanês, Mohsin Naqvi, condenou o que chamou "ataque" e pediu às autoridades para garantirem os melhores cuidados possíveis às vítimas.
Também a embaixada dos EUA em Islamabad condenou o que diz ter sido um "ataque" e apresentou as suas condolências a todos os afetados. "O povo do Paquistão merece segurança, dignidade e a possibilidade de praticar a sua fé sem medo", afirmou numa publicação nas redes sociais.
Investigações internas sugerem que o grupo talibã do Paquistão, ou Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), estará por trás do ataque, dizem fontes policiais à CNN. Até agora, não houve qualquer reivindicação de responsabilidade.
O TTP é um grupo militante islâmico sunita que considera herege a minoria xiita do Paquistão.
O Paquistão tem assistido a uma onda crescente de militância nos últimos anos, mas os ataques têm sido menos frequentes na capital, fortemente fortificada.