Francisco perguntou a um oficial de segurança o que tinha acontecido aos presumíveis bombistas. “O comandante respondeu laconicamente: 'Eles já não existem'. A polícia iraquiana interceptou-os e rebentou com eles”, pode ler-se numa nova autobiografia do Papa
O Papa Francisco revelou que foi alvo de uma tentativa de atentado suicida durante a sua visita ao Iraque há três anos, a primeira de um pontífice católico ao país e provavelmente a viagem ao estrangeiro mais arriscada dos seus 11 anos de pontificado.
Num excerto publicado na terça-feira de uma futura autobiografia, Francisco revela que foi informado pela polícia, depois de aterrar em Bagdade em março de 2021, que pelo menos dois bombistas suicidas estavam a tentar atingir um dos eventos que tinha planeado.
“Uma mulher cheia de explosivos, uma jovem kamikaze, dirigia-se para Mossul para se fazer explodir durante a visita papal. E uma carrinha também partiu a toda a velocidade com a mesma intenção”, escreveu o sumo pontífice, de acordo com um excerto do livro publicado no jornal italiano Corriere della Sera.
No excerto publicado esta terça-feira, Francisco revela ainda que o Vaticano tinha sido informado da tentativa de homicídio pelos serviços secretos britânicos e que perguntou a um oficial de segurança o que tinha acontecido aos presumíveis bombistas.
“O comandante respondeu laconicamente: 'Eles já não existem'. A polícia iraquiana interceptou-os e rebentou com eles”, escreveu Francisco.
A visita de Francisco a Mosul foi um momento chave da sua viagem ao Iraque. A segunda maior cidade do Iraque esteve sob o controlo do Estado Islâmico de 2014 a 2017. O Papa visitou as ruínas de quatro igrejas destruídas e lançou um apelo à paz, numa visita para a qual o Iraque destacou milhares de efetivos de segurança adicionais para proteger Francisco.
A nova autobiografia de Francisco, intitulada “Esperança”, deverá ser publicada a 14 de janeiro.
