Ordem dos Médicos pede reabertura das escolas, lamenta saída de Gouveia e Melo e critica suspensão do isolamento no dia das eleições

5 jan, 16:03

Miguel Guimarães defendeu a reabertura das escolas. Pelo meio, deixa ainda críticas ao processo de vacinação e a uma ideia avançada para as legislativas

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As escolas estão programadas para voltar a abrir portas no dia 10 de janeiro, no entanto, a data não é consensual, com alguns especialistas a defenderem o adiamento da abertura das escolas. Questionado sobre se as escolas, tendo em conta os atuais números da pandemia em Portugal, devem abrir portas, o bastonário da Ordem do Médicos, Miguel Guimarães, não hesitou e defendeu que as escolas “devem abrir”.

“Não tenho dúvidas nenhumas que só temos a ganhar em abrir as escolas. É fundamental para as crianças, para os professores e para as pessoas que lá trabalham que as escolas sejam abertas”, afirmou.

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No entanto, Miguel Guimarães admite que Portugal está atrasado no processo de vacinação contra a covid-19 e que “temos de acelerar o processo de vacinação” de forma a poder abrir as escolas com maior segurança.

“Não vale a pena a doutora Graça Freitas dizer que ontem vacinámos 60 ou 80 mil. Nós precisamos vacinar 100 ou 120 mil. Nós vamos vacinar os professores e as crianças no fim de semana antes de começar as aulas. A vacina precisa de tempo para ser eficaz”, esclareceu.

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“Baixámos os braços com a saída de Gouveia e Melo”

Sobre o porquê de termos ficado para trás, o bastonário da Ordem dos Médicos destaca a saída do vice-almirante Gouveia e Melo, que deixou o cerca de 85% da população vacinada com o esquema vacinal completo. Desde então, considera Miguel Guimarães, baixou-se os braços.

“Dá-me ideia de que baixámos os braços. Portugal hesitou, teve ali um tempo de semanas em que se perderam muitos dias”, reforçou.

“Suspensão do isolamento nas eleições? Não é grande ideia”

O Presidente da República admitiu, no final da reunião do Infarmed, que está a ser ponderada uma suspensão no dia das eleições para que as pessoas em isolamento possam ir votar. Miguel Guimarães considera esta uma má hipótese e insiste que se devia “agilizar os processos eleitorais” de forma a que as pessoas em isolamento possam “também elas votar”, com processos como o voto eletrónico.

“Não me parece uma grande ideia. Se nós vamos quebrar uma regra para as pessoas poderem ir votar e não o fizemos para as pessoas estarem juntas no Natal ou noutras alturas igualmente importantes não me parece, de facto, uma grande ideia”, insistiu.

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