opinião

As previsões de Paulo Portas para um 2022 "abundante"

PF
9 jan, 22:51

Variante Ómicron, tensões na Ucrânia e eleições no continente europeu marcam o novo ano e marcam também o regresso de Global ao Jornal das 8

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Paulo Portas vaticinou que o ano de 2022 “será, apesar dos riscos e ameaças”, melhor que os dois anos anteriores, e aponta a uma curiosidade matemática relacionada com o número. Foi no primeiro "Global" do ano, este domingo, no Jornal das 8.

“Os matemáticos dizem que um número como 2022 é um número abundante, porque os divisores internos de 2022 somados são superiores ao próprio número. Acho que a metáfora da abundância, lida com precaução, é um bom sinal para este ano que começámos a viver”, apontou.

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Pandemia menos grave

Paulo Portas observou que, “a partir do momento em que há vacinação, estamos mais perto da endemia, em que aprendemos a viver com o vírus e o controlamos, do que da pandemia”.

Salientando que ainda há riscos, como o surgimento de novas variantes e o negacionismo, o comentador da TVI deu o exemplo da propagação da variante Ómicron na África do Sul, país onde foi detetada, para provar que a situação pandémica é menos grave que anteriormente. De acordo com os dados apresentados, a mais recente variante teve uma repercussão similar à Delta no número de casos, mas níveis de mortalidade bastante inferiores.

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Possível invasão da Ucrânia pela Rússia e protestos no Cazaquistão

Vincando ser preciso “dar tempo à democracia”, Portas considerou que as exigências de Putin estão “longe” de ser atendidas pelos EUA e pela NATO. No entanto, abre a possibilidade a que se estabeleça um acordo “nem-nem”, em que nem a Rússia invade a Ucrânia, nem a Ucrânia adere à NATO. Neste capítulo, um país em destaque é a Finlândia, que “pode vir a pedir adesão” à organização, dadas as ambições territoriais russas.

Paulo Portas alertou, também, para o contraste da resposta entre as tensões na Ucrânia e os protestos no Cazaquistão, sobre os quais o Ocidente “não levantou a voz”, e explicou essa diferença.

“O que está em causa no Cazaquistão, do ponto de vista geoestratégico, é uma evolução de Astana para a órbita da Turquia e da China. Não esquecer que o Cazaquistão foi sempre a porta de saída para a Rota da Seda”, explicou.

A “dor de cabeça” da Europa: a inflação

Os dados da inflação na União Europeia em dezembro de 2021 mostram aumentos significativos nas principais potências, como é o caso da Alemanha (5,7%) e França (3,4%), o que aumenta a pressão sobre o BCE.

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“É muito difícil acreditar que o BCE, se a Reserva Federal (dos EUA) aumentar os juros, resistirá muito tempo”, analisou.

Relevando os dados do desemprego do país liderado por Joe Biden, que quase atinge o pleno emprego, Portas vaticinou que a Reserva Federal dos Estados Unidos aumentará os juros até ao dia 16 de março, para combater a inflação, deixando o alerta que tal cenário terá de ser discutido também na Europa.

Presidenciais francesas

Paulo Portas afirmou que Emmanuel Macron “provavelmente” será eleito, mas com “muito menos brilho que da primeira vez”.

“Se quem passar à segunda volta for Valérie Pécresse (Les Republicains), as sondagens dizem que será 51-49 a favor de Macron. Se passar Éric Zemmour ou Marine Le Pen, aí Macron ganha largo”, prevê o comentador da TVI.

O fim de Boris Johnson?

O primeiro-ministro do Reino Unido tem “acumulado problemas”, como a ameaça de um novo referendo para a independência da Escócia e a ingovernabilidade da Irlanda do Norte, algo que poderá não cair bem junto do Partido Conservador.

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“[O Partido Conservador] é a maior máquina já alguma vez imaginada, concebida e feita de ganhar eleições. Quando vê que o seu líder causa dano às expectativas do partido, substituiu-o com limpeza”, lembrou Portas, pondo em causa a continuidade de Johnson na liderança do partido para lá das eleições locais, que decorrerão em maio.

O comentador da TVI terminou o segmento elogiando a Rainha Isabel II, “a melhor chefe de Estado do mundo, que em nenhum momento deixou de cumprir o seu dever”.

“Tendo de gerir assuntos dificílimos, começando pela própria família, esta senhora teve de ser chefe de Estado com 14 primeiros-ministros, 14 chefes da Igreja Anglicana”, notou.

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