Covid. Pedro Simas apela "à coragem" dos políticos: "As escolas não têm de fechar. Temos de assumir a liderança e não penalizar a sociedade desta forma"

5 jan, 11:11

Virologista considera que é preciso "diminuir as restrições e voltar à normalidade, insistindo na terceira dose e no uso de máscaras"

Pedro Simas defendeu esta quarta-feira na CNN Portugal que as escolas “já deviam ter aberto” e que, mesmo que existam casos positivos, “as escolas não têm de fechar”, uma vez que, para o especialista, a população portuguesa “não é um grupo de risco”. “As escolas não têm de fechar. Estamos protegidos com a vacinação. Numa situação endémica nunca fecharíamos uma escola. Temos de assumir este papel de liderança e não penalizar a sociedade desta forma.”

O virologista apelou ainda "à coragem dos nossos decisores políticos" para tomarem medidas que não penalizem as crianças e voltem a abrir a sociedade. E voltou a defender que, enquanto virologista, a leitura que faz dos dados é a de que “estamos em endemia” e que, por isso, “temos de nos tentar comportar e tomar medidas semelhantes a uma vida normal”. “Nas endemias há uma época sazonal, onde há um aumento de infeções e de hospitalizações. Neste momento temos 90% da população vacinada, o que é único no mundo.”

O que importa, afirma o especialista, é que Portugal é agora capaz de fazer uma “seleção inteligente”, protegendo e dando prioridade aos grupos de risco, “uma coisa que não conseguíamos há dois anos”. Simas apelou para que a reunião do Infarmed, que se realiza esta quarta-feira, sirva para direcionar o país de volta à normalidade.

“Tudo o que deveria sair desta reunião é o diminuir das restrições, voltar à normalidade, insistindo na terceira dose e no uso de máscaras. Custa-me um pouco dizer isto porque numa situação normal não utilizaríamos máscaras”, insistiu.

Mesmo com 100 mil novas infeções, o virologista considera que uma média de 30 óbitos diários, o que dá entre duas a três mortes por milhão de habitantes, “é perfeitamente aceitável para um nível endémico”. Além disso, com a variante Ómicron, destaca que os internamentos devem agora ser mais curtos e que não vão levar a um internamento em Unidades de Cuidados Intensivos.

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