Dose de reforço aumenta até 88% efetividade contra a Ómicron (por isso: quem tem 50-59 anos e não tomou a 3.ª dose tem de adotar "cuidados adicionais")

5 jan, 11:48

Dados foram apresentados na reunião do Infarmed que reunião esta quarta-feira governantes e especialistas

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Ana Paula Rodrigues, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, afirmou esta quarta-feira no Infarmed que espera um “padrão diferente” desta nova onda pandémica com a variante Ómicron, com uma elevada incidência e prevalência mas com menor peso das infeções mais graves.

Segundo os dados recolhidos acerca da variante Ómicron, existe "um risco inferior" - quer de internamento, quer de ida à urgência - em todas as faixas etárias nos casos de infetados com a variante descoberta na África do Sul.  Apesar de tudo, Ómicron tem uma capacidade de reinfeção cerca de 10 vezes superior à variante Delta.

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Na apresentação que fez na reunião de peritos do Infarmed, Ana Paula Rodrigues, explicou, citando vários estudos, que a efetividade da vacina contra infeção no caso da variante Ómicron situa-se entre os 40% a 70% e é considerada “moderada contra a infeção sintomática”.

Os estudo apontam para que a efetividade vacinal contra a Ómicron seja mais baixa do que contra a Delta. No entanto, a especialista sublinha que a toma de uma dose de reforço produz um aumento da efetividade da vacina com valores a rondar dos 88%.

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"São valores inferiores à efetividade encontrada contra a Delta, mas após o reforço estes valores aproximam-se. E ainda não se sabe ainda qual é o decaimento desta efetividade com o tempo, mas espera-se que seja mais lento", explicou.

Sublinhou ainda que, apesar da menor efetividade das vacinas, é esperada uma carga de doença elevada, mas com gravidade mais baixa, pois “há vários sinais de menos gravidade na infeção por Ómicron”.

“É mais benigna do que a que tínhamos anteriormente”, considerou a especialista, insistindo que “justificam-se as medidas de proteção individual, independentemente da idade, assim como o reforço da vacina e a continuidade da vacinação nos atuais grupos alvo”.

A especialista apelou ainda para a manutenção das medidas de proteção individual e o reforço da vacinação, em particular no que toca aos grupos de risco. Ana Paula Rodrigues destaca principalmente o grupo etário com idades entre os 50 e os 59 anos que não tomaram a terceira dose da vacina, apelando a que tomem "cuidados adicionais".

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Citando dados experimentais da Universidade Hong Kong, o especialista indicou que, no caso da variante Ómicron, o processo de replicação nas vias aéreas superiores é 70 vezes mais rápido do que na variante Delta, mas 10 vezes mais lento nas células inferiores do pulmão, o que explica a menor severidade da doença.

Acrescentou igualmente que “não há diferença significativa entre infetados com a Ómicron e com a delta no que se refere à carga viral”.

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