Marcelo afasta novo confinamento porque cenário atual "não tem comparação"

22 nov, 19:59
António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa
António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa

"Não entremos naquilo que às vezes são os portugueses, que é 8 ou 80", disse o Presidente da República

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O Presidente da República afastou, nesta segunda-feira, a ideia de um novo confinamento para responder ao aumento de casos de covid-19, considerando que o cenário atual “não tem comparação” com o de há um ano.

Falando aos jornalistas depois de ter participado numa conferência no ISCTE, intitulada “O futuro do trabalho visto pelos jovens”, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou ainda que a situação atual “não tem paralelo” nem quando pôs termo ao estado de emergência, em abril passado.

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Portanto, não entremos naquilo que às vezes são os portugueses, que é 8 ou 80. Entre 8 e 80, há 9, há 10, há 20, há 30, há 40”, referiu.

Questionado se pode haver então um miniconfinamento, o chefe de Estado insistiu que "não".

"Eu estou a dizer precisamente o contrário, que não faz sentido neste momento estar a falar em 80, quando a situação é uma situação que não aponta para isso neste momento”, reiterou.

Abordando a situação atual, Marcelo salientou que o país tem “duas frentes”: “a frente da vacinação covid, que vem também, em simultâneo, com a vacinação da gripe; e depois a frente da recuperação dos problemas de saúde que ficaram afetados, congelados, atrasados, prejudicados, durante mais de um ano e meio”.

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"Acordar" para a vacinação

No que se refere ao atual processo de vacinação, o Presidente frisou que Portugal percebeu “muito mais cedo do que toda a Europa” que “mais vale garantir a vacinação rápida daqueles que são mais vulneráveis numa corrida contrarrelógio, do que eles estarem a perder anticorpos ou resistências”.

Referindo-se, assim, à inoculação das terceiras doses das vacinas contra a covid-19, o chefe de Estado salientou que as pessoas “estão a acordar” para a ideia de que “é preciso acelerar aquilo que já estava em marcha”.

Eu encontrei muita gente da minha idade que me dizia: ‘a mim bastam-me duas’, (…) ‘que diabo, isto é capaz de ser um exagero, outra vez esta vacinação’. E foi bom que as pessoas percebessem que tinham mesmo de vacinar”, defendeu.

O Presidente da República reagiu assim ao anúncio do Governo de que espera reforçar os meios de vacinação esta semana afirmando que, apesar de as pessoas “durante um tempo” terem “faltado à chamada”, estão agora a “aparecer em massa”.

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“Isto obriga a um reforço dos meios e, em boa hora, foi decidido reforçar os meios. O objetivo é acelerar a vacinação para o bem de todos”, referiu.

Interrogado ainda sobre as medidas que o Governo está atualmente a ponderar para mitigar o aumento de casos de covid-19 – o primeiro-ministro irá receber esta terça e quarta-feira os partidos com assento parlamentar para discutir a situação epidemiológica -, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que não pode “antecipar” uma opinião sobre medidas que ainda não foram anunciadas.

“Vou respeitar este espaço de tempo. O Governo vai ouvir os partidos nos próximos dias, e depois vai decidir. Acho que tudo o que o Presidente da República dissesse agora era mal vindo porque era prematuro, antecipava-se aos partidos e ao Governo”, referiu.

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