Países liderados por mulheres foram mais rápidos a confinar, revela estudo

Agência Lusa , BMA
23 nov, 14:39
Confinamento em Milão, Itália
Confinamento em Milão, Itália

Em países com rendimento 'per capita' mais alto, as fases de restrições surgiram mais tarde, de acordo com a pesquisa

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Os países liderados por mulheres foram, em geral, oito dias mais rápidos a restringir fronteiras e viagens após terem a primeira morte por covid-19, conclui um estudo que envolveu as universidades do Minho e de Roma 3 (Itália).

Em comunicado, a Universidade do Minho (UMinho) refere que o estudo analisou 149 países e foi agora publicado na revista Open Economics.

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Faltam mais estudos, mas há evidência de que as líderes arriscaram menos nesta situação perigosa, procurando evitar a perda de vidas com ações mais pró-ativas, coordenadas e empáticas”, diz Paulo Reis Mourão, da Escola de Economia e Gestão da UMinho e coautor do estudo.

Segundo o estudo, Angela Merkel (Alemanha), Erna Solberg (Noruega), Jacinda Ardern (Nova Zelândia), Mette Frederiksen (Dinamarca), Tsai Ing-wen (Taiwan) e Sanna Marin (Finlândia) foram algumas chefes de estado que sobressaíram na primeira fase da pandemia e na adoção de medidas de confinamento.

Lideranças femininas olham de modo diferenciado para as crises

Para aquele investigador, “um executivo moderno tem uma grande diversidade de perfis, mas na gestão desta pandemia notou-se que as lideranças femininas olham de um modo diferenciado para as crises sociais”.

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Como exemplos, aponta que a chefe de estado neozelandesa falou em direto com cidadãos no Facebook e a homóloga norueguesa teve uma sessão pessoal de perguntas com crianças.

Por outro lado, o estudo mostra também que os regimes com lideranças mais fortes foram dos que aplicaram bloqueios mais cedo nas viagens.

O mesmo sucedeu em países de governos mais estáveis e com população tendencialmente urbana.

“Já em países com rendimento 'per capita' mais alto, as fases de restrições surgiram mais tarde”, salienta Paulo Reis Mourão.

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