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Após desacordo entre o PM e a extrema-direita, os Países Baixos vão a eleições

CNN Portugal , MJC
3 jun 2025, 14:50
Dick Schoof (ANDY RAIN/EPA)
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Dick Schoof deverá apresentar a demissão do Governo ao Rei Willem-Alexander antes do final do dia

O primeiro-ministro dos Países Baixos, Dick Schoof, anunciou a sua demissão, algumas horas depois de Geert Wilders, líder do partido de extrema-direita, ter abandonado a coligação governamental, devido a um desacordo sobre a imigração. O país terá agora que marcar eleições antecipadas.

Em declarações transmitidas pela televisão após uma reunião de emergência do Governo, Schoof afirmou que a decisão de Wilders de retirar o apoio do seu partido PVV era “irresponsável e desnecessária”. “No que me diz respeito, isto não devia ter acontecido”, acrescentou.

Dick Schoof deverá apresentar a demissão do Governo ao Rei Willem-Alexander antes do final do dia.

Com a cimeira da NATO a realizar-se em Haia no final do mês, é provável que os ministros de Schoof permaneçam no poder como interinos até que seja marcada uma data para o regresso dos Países Baixos às urnas.

Na terça-feira de manhã, Schoof fez um apelo de última hora aos líderes dos partidos da coligação, mas a reunião durou apenas um minuto, antes de Wilders abandonar o poder, pondo fim à coligação. Wilders tinha pedido 10 medidas adicionais em matéria de asilo, incluindo o congelamento dos pedidos de asilo, a suspensão da construção de centros de acolhimento e a limitação do reagrupamento familiar.

"Não há assinatura para os nossos planos de asilo. O PVV abandona a coligação", afirmou Wilders no X.

Houve choque entre os líderes políticos, muitos dos quais salientaram que várias das exigências de Wilders eram semelhantes a políticas já previstas no acordo de coligação e que não iriam impedir o PVV de as implementar.

A decisão de Wilders pôs fim a uma coligação governamental difícil, que nasceu em julho de 2024, após meses de disputas políticas na sequência das eleições do ano anterior.

Esta manhã, Wilders disse aos jornalistas que tencionava tornar-se primeiro-ministro dos Países Baixos “e assegurar que o PVV se torne maior do que nunca nas próximas eleições”.

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