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Entre limites e confiança, a árdua tarefa de educar um adolescente: "Dizer 'não', não afasta. Organiza"

24 mai, 08:00
Bárbara Ramos Dias
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ENTREVISTA || A relação entre pais e filhos é posta à prova durante a adolescência, numa fase marcada por mudanças emocionais e maior exposição a influências externas. À CNN Portugal, a psicóloga Bárbara Ramos Dias, autora de Dizer Não é um Ato de Amor explica os principais desafios e deixa recomendações aos pais para lidar com esta etapa

A adolescência é, por natureza, um período de transformação. A psicóloga Barbara Ramos Dias, que acaba de lançar Dizer Não é um Ato de Amor, classifica esta fase como um tempo de crescimento para os filhos, mas também para os pais, que se veem obrigados a ajustar o seu papel numa fase marcada por maior autonomia, intensidade emocional e novas formas de pressão social. Num equilíbrio entre dar espaço e manter limites, educar torna-se um exercício diário de adaptação e consistência.

“A adolescência não é um problema. É crescimento”, sublinha Bárbara Ramos Dias, que defende uma mudança de olhar sobre esta fase. Em vez de evitar o confronto ou a instabilidade, o desafio passa por aprender a atravessá-los com segurança e ligação. “Educar não é evitar a frustração, é ensinar a lidar com ela”, acrescenta, em conversa com a CNN Portugal.

Num contexto em que as redes sociais intensificam a comparação e a pressão dos pares, e em que muitos pais se sentem mais inseguros nas suas decisões, a autora alerta para a importância de uma parentalidade mais firme e consciente. “Os filhos não precisam de pais perfeitos, precisam de pais seguros”, afirma, defendendo que a autoridade não se constrói através do controlo, mas da consistência e da clareza.

Ao longo da conversa com a CNN Portugal, explica por que razão confiar nos adolescentes não implica perder autoridade, dá estratégias para gerir conflitos e ambivalências emocionais e explica de que forma é possível educar com presença, mesmo nos momentos mais desafiantes.

Porque é que a adolescência continua a ser uma fase tão desafiante?

A adolescência é desafiante porque é uma fase de transformação profunda… e não é só para os filhos, é também para os pais. O adolescente está a tentar perceber quem é, a ganhar autonomia, a questionar tudo aquilo que antes aceitava sem pensar. E, ao mesmo tempo, os pais estão a aprender a lidar com este “novo filho”, que já não é criança, mas ainda não é adulto.

Aquilo que antes era simples torna-se mais exigente. Há mais confronto, mais necessidade de espaço, mais intensidade emocional. Mas isto não é um problema. É crescimento. O verdadeiro desafio não é evitar esta fase. É aprender a atravessá-la com ligação, segurança e amor. Porque educar é cuidar, mesmo quando custa. E muitas vezes, os pais só precisam de orientação certa para não se perderem no meio deste processo. É exatamente isso que procuro trazer também no meu livro.

O que é que os pais precisam de “desaprender” quando os filhos entram na adolescência?

Talvez o mais importante seja desaprender a necessidade de controlar tudo. Durante a infância, os pais organizam, decidem, antecipam, protegem. Mas, na adolescência, esse modelo deixa de funcionar da mesma forma.

É preciso começar a dar espaço, sem deixar de estar presente. Desaprender a responder por eles e aprender a perguntar mais, a ouvir mais, a confiar mais. Esta mudança não é fácil, porque mexe com o medo de “perder o controlo”. Mas dizer não, não afasta, organiza. E é nessa organização que o adolescente encontra segurança. No fundo, trata-se de sair do papel de quem controla para quem acompanha com intenção. E isto aprende-se. Ninguém nasce a saber ser pai ou mãe de um adolescente. Por isso é tão importante os pais também se permitirem aprender e crescer, tal como falo no livro.

A adolescência é uma fase muito ambivalente. É normal? Como podem os pais gerir essa ambivalência de sentimentos dos filhos?

É completamente normal e, mais do que isso, é esperado. O adolescente vive num constante vai e vem emocional. Num dia sente-se confiante, no outro questiona tudo. Está a construir identidade e isso traz instabilidade. O papel dos pais não é corrigir essa oscilação, nem tentar “arrumar” emoções. É ser um porto seguro no meio dessa confusão. Validar, estar presente, não dramatizar. Às vezes, o mais simples é o mais eficaz: “faz sentido sentires isso” ou “estou aqui”.

A frustração não é um problema, é um treino. E educar não é evitar a frustração. É ensinar a lidar com ela. Quando os pais compreendem isto, deixam de viver em constante tentativa de “proteger” e passam a realmente preparar. E essa mudança de olhar faz toda a diferença.

Como é que as redes sociais, que são praticamente inevitáveis nos dias de hoje, afetam a autoconfiança dos jovens? E como devem reagir os pais? Proibir, controlar ou educar?

As redes sociais têm um impacto enorme porque expõem os jovens a comparações constantes. Vidas aparentemente perfeitas, corpos ideais, sucessos contínuos… e é difícil não se sentirem insuficientes.

Mas proibir não resulta, porque não prepara para a realidade. Controlar em excesso também afasta. O caminho mais eficaz é educar, conversar, questionar, ajudar a desenvolver pensamento crítico. E, ao mesmo tempo, manter limites claros. Porque uma criança sem limites não é mais livre… é mais insegura. Os limites dão estrutura, ajudam a regular, dão sentido de proteção. E os pais precisam de confiança para os manter, mesmo quando são contestados, porque o que hoje é contestado, amanhã é reconhecido com amor.

A pressão dos pares hoje é mais intensa? Até, precisamente, por influência das redes sociais…

Sim, hoje a pressão dos pares é claramente mais intensa e sobretudo mais constante. Antes, essa influência ficava muito centrada no contexto escolar. Havia um “intervalo” quando o adolescente chegava a casa. Hoje, esse intervalo praticamente desapareceu. A pressão entra no quarto, no telemóvel, nas redes sociais… e acompanha-os em permanência. Estão constantemente expostos a opiniões, comparações e validações externas. O número de likes, as respostas em grupo, aquilo que vestem, o que dizem, o que fazem… tudo pode ser alvo de julgamento imediato. Isto cria uma necessidade muito grande de pertença e, muitas vezes, leva-os a agir contra aquilo que sentem, só para não ficarem de fora.

Por isso, mais do que tentar controlar os pares - o que é praticamente impossível -, o foco deve ser fortalecer o adolescente. Ajudá-lo a construir uma identidade mais sólida, mais segura, que lhe permita posicionar-se mesmo quando é difícil. Um jovem que se conhece melhor e que se sente validado em casa, tem mais capacidade de resistir à pressão externa. Consegue dizer “não” com mais segurança. E é importante que os pais transmitam esta ideia: dizer “não” ao outro, muitas vezes, é dizer “sim” a si próprio.

Este trabalho começa na relação. Na forma como os pais escutam, validam e orientam. Porque, quando o adolescente sente que tem um lugar seguro em casa, não precisa de se moldar tanto para ser aceite fora.

Já me respondeu, de certa forma a esta questão, mas gostaria que fosse mais concreta:  Como, no dia a dia e no tempo em que vivemos, podemos criar filhos confiantes?

A confiança não se constrói com grandes discursos, constrói-se nas pequenas experiências do dia a dia e com o espelho do nosso comportamento. Está na forma como olhamos para os nossos filhos, nas oportunidades que lhes damos e, sobretudo, naquilo que lhes permitimos viver. Quando um adolescente sente que pode tentar, mesmo correndo o risco de falhar, está a construir confiança. Quando percebe que não precisa de ser perfeito para ser aceite, ganha segurança interna. E quando sente que os pais acreditam nele, mesmo quando ainda não conseguiu, isso torna-se uma base muito poderosa.

Muitos pais, com a melhor das intenções, acabam por fazer demasiado pelos filhos - antecipam, resolvem, evitam o erro. Mas, ao fazer isso, sem querer, estão a transmitir a mensagem de que eles não são capazes sozinhos. Criar confiança implica dar espaço. Espaço para decidir, para experimentar, para errar e aprender com isso.

E também passa muito pela linguagem. Frases como “confio em ti”, “és capaz”, “não correu bem, mas vais aprender com isto” ajudam a construir uma voz interna mais segura.

Mas há algo essencial aqui: a confiança não nasce da perfeição. Nasce da consistência.
Ser consistente é mais importante do que ser perfeito. E isto aplica-se também aos pais: não há pais perfeitos; há pais disponíveis, que ajustam, que aprendem e que continuam presentes.

Os pais atuais confiam menos em si mesmos?

Sim, hoje sente-se muito que os pais estão mais inseguros. Existe excesso de informação, muitas teorias, muitas opiniões contraditórias… e isso pode fazer com que duvidem constantemente das suas decisões. Há um medo grande de errar, de “fazer mal”, de traumatizar. E isso, muitas vezes, leva a uma parentalidade mais hesitante.

É possível confiar num adolescente sem perder autoridade?

A verdade é que a autoridade não vem do controlo, vem da segurança. Os filhos não precisam de pais perfeitos, precisam de pais seguros. Pais que conseguem sustentar decisões, mesmo quando são difíceis. Que conseguem dizer não com tranquilidade. Que não entram em negociação constante por medo de perder a relação.

Sim, é possível confiar num adolescente sem perder autoridade. Aliás, é fundamental. Confiar não significa deixar fazer tudo. Significa acompanhar, orientar, dar espaço com responsabilidade. Significa acreditar no potencial do adolescente, enquanto se mantêm limites claros.

Como já disse, dizer “não”, não afasta, organiza. E quando esse “não” é dado com segurança e coerência, não fragiliza a relação, fortalece-a.

No fundo, os pais também estão em processo. E tal como os filhos, também precisam de se permitir aprender, ajustar e crescer. É esse caminho que muitas vezes procuro facilitar através do meu trabalho e também do meu livro, que serve de apoio prático e emocional para esta fase tão exigente.

E como devemos agir quando a confiança que depositamos nos nossos filhos é quebrada?

Quando a confiança é quebrada, o mais importante não é castigar de forma impulsiva, nem dramatizar. É ajustar. Com calma e clareza, explicar: “Neste momento, vamos dar um passo atrás até voltares a mostrar que consegues”. Sem humilhar, sem rótulos, sem discursos longos. Apenas com firmeza e consistência.

Este tipo de abordagem ensina muito mais do que um castigo. Ensina responsabilidade, reparação e consequência. Educar é cuidar, mesmo quando custa. E muitas vezes custa manter limites, custa não ceder, custa sustentar decisões… mas é exatamente isso que dá segurança ao adolescente. E é também isto que os pais precisam de compreender: o que hoje pode ser contestado, amanhã é muitas vezes reconhecido com amor.

A autonomia de um adolescente deve ser conquistada ou dada?

A autonomia não é algo que se “entrega” de um dia para o outro, nem algo que o adolescente conquista sozinho sem orientação. É um processo construído na relação. Vai sendo ajustada, testada, afinada ao longo do tempo. Muitos pais oscilam entre dar liberdade demasiado cedo ou controlar durante demasiado tempo. Nenhum dos extremos ajuda. Quando damos autonomia sem base, geramos insegurança. Quando controlamos em excesso, impedimos o crescimento.

A autonomia saudável nasce quando existe um equilíbrio: o adolescente vai mostrando responsabilidade e o adulto vai confiando mais. E, quando ainda não há maturidade suficiente, não é castigo voltar atrás. É cuidado. É importante que os pais percebam que acompanhar este processo exige presença ativa. Não é largar. É ir soltando. E isso implica tolerar algum desconforto, alguma dúvida, algum erro pelo caminho.

Já que fala em erro… devemos proteger ou deixar errar? E até onde devemos deixar errar?

Esta é talvez uma das maiores dificuldades na parentalidade: encontrar o ponto entre proteger e permitir. Porque proteger em excesso pode impedir o desenvolvimento, mas deixar completamente entregue também não é solução.

Errar faz parte do crescimento. É através do erro que o adolescente aprende sobre si, sobre o mundo e sobre as consequências das suas escolhas. E a frustração que vem com o erro não é algo a evitar, é um treino essencial para a vida. Educar não é evitar a frustração, é ensinar a lidar com ela.

Mas há um ponto importante: há erros que são “permitidos” e outros que não são negociáveis. Tudo o que envolve segurança, saúde e valores deve ter limites claros. No resto, o papel dos pais é acompanhar, ajudar a refletir e não resolver por eles. É um exercício constante de confiar, sem deixar de cuidar.

Porque é que os adolescentes parecem afastar-se de forma tão veemente dos pais?

Porque faz parte. O afastamento é um movimento natural de crescimento. Não é rejeição. O adolescente precisa de se diferenciar, de perceber quem é fora da relação com os pais, de testar o mundo. Mas este afastamento muitas vezes assusta. Os pais sentem que perderam o lugar, que já não são importantes. E, por medo, podem tentar controlar mais ou, pelo contrário, afastar-se também.

E é aqui que está o ponto essencial: afastar não significa desligar. Eles continuam a precisar, só que de forma diferente. Precisam de saber que os pais estão lá, disponíveis, firmes, mas sem invadir. Precisam de sentir que podem ir, mas também que têm para onde voltar. E, muitas vezes, aquilo que hoje é contestado, amanhã é reconhecido com amor, mesmo que não seja imediato.

Como reagir a respostas agressivas ou mesmo perante o silêncio?

Antes de mais, é fundamental não levar para o lado pessoal. Aquilo que, muitas vezes, parece um ataque é, na verdade, uma dificuldade em gerir emoções. O adolescente ainda está a aprender a regular-se. E, quando não sabe como expressar o que sente, pode fazê-lo através da agressividade ou do silêncio. Se o adulto entra nesse registo, perde-se a oportunidade de ensinar. Por isso, o primeiro passo é regular-se a si próprio. Respirar, pausar, não reagir no calor do momento. Lembrar que somos nós os adultos da relação.

Depois, comunicar com clareza e calma: “Assim não consigo falar contigo”; “Falamos quando estiveres mais calmo.”

Sem gritar, sem humilhar, sem entrar em confronto direto. E aceitar que, às vezes, o silêncio também é uma forma de comunicar. Nem tudo precisa de ser resolvido naquele momento. Ser consistente é mais importante do que ser perfeito. É essa consistência emocional que dá segurança ao adolescente.

Há frases ou atitudes que devemos evitar?

Sim. E aqui o impacto é maior do que muitas vezes se imagina. As palavras dos pais constroem ou fragilizam a forma como o adolescente se vê.

Frases que rotulam, que generalizam ou que comparam tendem a fechar a comunicação e a criar distância: “Tu és sempre assim”; “Nunca fazes nada bem”; “Olha o teu irmão…”.

Estas frases não corrigem comportamento, atingem identidade. O que ajuda é focar no comportamento concreto, naquele momento específico, sem atacar a pessoa. Falar do que aconteceu, do que é esperado e de como pode ser feito de forma diferente. E, acima de tudo, manter o respeito. Porque a forma como falamos com eles vai tornar-se a forma como eles falam consigo próprios.

Como ajudar a construir identidade sem impor expectativas?

Construir identidade implica experimentar, explorar, testar caminhos. E isso nem sempre vai ao encontro das expectativas dos pais. Aqui, o desafio é conseguir estar presente sem impor. Orientar sem controlar. Dar espaço sem abandonar. Perguntar mais do que afirmar. Ouvir verdadeiramente, sem já estar a preparar uma resposta. Validar o processo, mesmo quando não concordamos com as escolhas.

Mas isto não significa ausência de estrutura. Pelo contrário, limites claros, consistência e coerência são fundamentais. São eles que criam segurança interna. O adolescente precisa de liberdade para se descobrir, mas dentro de um espaço seguro. E esse espaço é construído na relação com os pais.

O que fazer quando os valores entram em choque?

Quando os valores entram em choque, é natural que surja desconforto. Faz parte do crescimento, tanto dos filhos como dos pais. O importante aqui não é ganhar uma discussão, mas manter a relação. Os pais devem manter os seus valores com clareza e firmeza, mas também com respeito e abertura. Escutar o ponto de vista do adolescente não significa concordar, significa validar que ele está a pensar, a questionar e a construir.

Nem sempre vai haver consenso. E está tudo bem. O objetivo não é que pensem igual, é que consigam continuar ligados mesmo na diferença.

E como abordar temas mais difíceis?

Temas difíceis tornam-se mais difíceis quando são evitados ou transformados em “grandes conversas” carregadas de tensão. A melhor forma de abordar é com naturalidade. Aproveitar momentos do dia a dia, pequenas oportunidades, perguntas simples. Sem dramatizar, sem longos discursos, sem pressão. Perguntar, ouvir, estar disponível e aceitar que, muitas vezes, eles não vão responder logo, mas ficam a pensar. Criar um ambiente onde falar é seguro vale mais do que qualquer discurso perfeito.

E quais são os sinais que indicam que o meu filho adolescente precisa de ajuda?

Os adolescentes mudam, faz parte. Mas quando essas mudanças são intensas e persistentes, é importante estar atento. Isolamento prolongado, alterações no sono ou alimentação, mudanças bruscas de humor, perda de interesse por atividades, queda no rendimento escolar… são sinais que não devem ser ignorados. Mais do que um comportamento isolado, o que importa é a consistência ao longo do tempo. E aqui há algo muito importante: pedir ajuda não é falhar como pai ou mãe. É cuidar. Reconhecer que algo não está bem e procurar apoio é um ato de responsabilidade e amor. 

Será que estamos a exigir demasiado dos jovens?

Muitas vezes, sim. Vivemos numa sociedade que valoriza desempenho, resultados, comparação e isso chega aos adolescentes com muita força. Queremos que sejam bons alunos, bons no desporto, socialmente ajustados, emocionalmente estáveis… tudo ao mesmo tempo.

Mas eles estão a crescer. Estão a tentar perceber quem são. Quando a exigência é constante, o risco é deixarem de se ouvir a si próprios para corresponder ao que esperam deles. Os adolescentes não são projetos. São pessoas e precisam de espaço para falhar, para experimentar, para descobrir sem sentirem que o seu valor depende do desempenho.

O que nunca devemos esquecer quando educamos um adolescente?

Que, por trás de cada resposta atravessada, de cada afastamento, de cada teste… está alguém a crescer. Alguém que ainda precisa profundamente dos pais, mesmo quando não demonstra. Mesmo quando parece distante, quando responde mal ou quando se fecha, continua a precisar de segurança, de presença e de orientação.

Eles não estão contra os pais, estão a tentar encontrar-se. E, no meio de tudo isto, há algo essencial: os filhos não precisam de pais perfeitos, precisam de pais seguros. Pais que consigam sustentar limites, que saibam dizer “não” quando é preciso.

Porque, na verdade, dizer “não” é um ato de amor.

E é precisamente essa visão mais consciente, mais segura e mais estruturada, que procuro transmitir no meu livro “Dizer Não é um Ato de Amor”, ajudando os pais a compreenderem melhor tudo isto que vivem na adolescência dos filhos, sem culpa, com mais clareza e confiança.

Porque educar é cuidar, mesmo quando custa. E, muitas vezes, aquilo que hoje é resistência, amanhã é reconhecido como amor.

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