Miguel Cabrita lembra que a proposta do Governo que está em cima da mesa "é sensivelmente semelhante àquela que já tinha sido rejeitada também pela UGT há 15 dias"
O PS considera que chegou o momento de o Governo clarificar se aceita mudar “significativamente” a sua proposta de revisão das leis laborais ou encerra um processo caracterizado pela “má-fé” e por “um simulacro” de negociações.
Esta posição foi transmitida esta quinta-feira pelo dirigente socialista Miguel Cabrita, no parlamento, pouco depois de o Secretariado Nacional da UGT ter rejeitado por unanimidade a última versão da proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo.
Segundo o antigo secretário de Estado socialista, a proposta do Governo que está em negociação é “sensivelmente semelhante àquela que já tinha sido rejeitada também pela UGT há 15 dias, igualmente por unanimidade”.
“É uma proposta que mantém intactas as traves mestras que o Governo elegeu há nove meses e que obstinadamente mantém em cima da mesa: Mais contratos a prazo, maior instabilidade para os jovens, horários mais longos e mais mal pagos com prejuízo para as famílias, assim como despedimentos mais fáceis, redução de direitos sociais e laborais e sindicais”, apontou.
Nesse sentido, de acordo com o membro do Secretariado Nacional do PS, o Governo tem de tomar agora “uma opção clara: Ou está disponível para alterar significativamente a proposta que tem sido sistematicamente rejeitada e criticada desde o início, ou então tem que assumir que não quer continuar o processo negocial”.