André Ventura ameaça AD: "Não estamos disponíveis para uma lei [do trabalho] que é um bar aberto de despedimentos e um ataque às mães e aos direitos dos trabalhadores"

11 dez 2025, 21:18
André Ventura (Rui Valido)

Líder da oposição sugere que Chega pode não aprovar o pacote laboral tal como está. E qualifica de "burrice" uma delas. Declarações surgem no final do dia da greve geral. E ameaçam os planos originais de Luís Montenegro

"Alertei o governo desde o início de que devíamos evitar uma greve geral", afirma André Ventura. "Avisei o governo de que estávamos a ir pelo mau caminho e que era um bar aberto para os despedimentos".

A declaração foi feita esta quinta feira à noite no debate para as eleições presidenciais com Jorge Pinto, que de volta criticou Ventura por ter mudado de opinião no dia da greve geral, chamando-o de "catavento" e "troca-tintas".

Recorde-se que, não tendo maioria no Parlamento, a AD precisa dos votos ou do PS (que se opõe desde o início ao pacote laboral) ou do Chega para viabilizar a sua proposta às leis laborais, que contem cerca de cem alterações. 

É um erro ter chegado aqui, é um erro da parte do governo que deixou [isto] chegar aqui e sobretudo porque o Chega - que era quem podia criar maiorias - disse 'estamos disponíveis para uma lei laboral que seja moderna, que vá ao encontro daquilo que queremos, mas não estamos disponíveis para uma lei que seja um bar aberto de despedimentos, que seja um ataque às mães e aos pais, que seja um ataque aos direitos dos trabalhadores em matéria de horários, a quem trabalha por turnos, portanto eu acho que se podia ter evitado o ter chegado aqui." André Ventura

Ventura apontou aqueles que, na sua opinião, são os problemas concretos da proposta do Governo para mudar os leis do trabalho.

Por um lado, identificou ""coisas escandalosas, como a possibilidade de [uma empresa] fazer um despedimento coletivo e depois fazer outsorcing. É uma burrice", afirmou Ventura.

Por outro lado, também a não integração obrigatória de um trabalhador que tenha sido despedido ilegalmente foi criticado por Ventura. 

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