Peixoto: «Não vejo nenhum favorito ao título»

26 jun, 14:04
César Peixoto no Famalicão-Paços de Ferreira (Manuel Fernando Araújo/Lusa)

Treinador do Paços em entrevista à Lusa

Treinador do Paços de Ferreira, César Peixoto fez uma breve antevisão da Liga 2022/23 e considerou que não há nenhuma equipa que parta como favorita na corrida ao título. O técnico colocou Benfica, FC Porto e Sporting acima das demais e comentou que há, depois, um patamar onde cabem dois clubes.

«Antevejo um campeonato ainda mais difícil e competitivo, com os três grandes como candidatos ao título e o Sporting de Braga e o Vitória [de Guimarães] à frente de todas as restantes equipas, numa luta até ao fim. Já foi assim no ano passado, com muitas equipas, no fim, a disputar a permanência e outras com possibilidades de se classificarem para a Liga Conferência», disse César Peixoto, em entrevista à agência Lusa.

Para o Paços, «o principal objetivo será sempre estar no convívio dos grandes», ou seja, a permanência no principal escalão.

«Queremos fazer uma boa equipa, praticar bom futebol e fazer mais golos. Vamos certamente crescer como grupo e a, meio da época, logo vemos como estamos e se temos de rever os objetivos», afirmou.

César Peixoto usou a experiência pessoal para abordar a corrida ao título. O técnico lembrou que em 2009/10 venceu o campeonato o Benfica, mas que o facto de ser campeão não significa que se parta à frente, pois, recordou, os encarnados perderam a Supertaça para o FC Porto no início da época seguinte e acabaram 21 pontos da equipa orientada por André Villas-Boas.

«Não vejo nenhum favorito, sinceramente. Se calhar, ao fim de 10 jornadas já se percebe quem poderá ser mais favorito. É uma época nova, novos jogadores e treinadores, há dinâmicas que se perdem, de certeza, há outras que se vão ganhar. Não se percebe ainda se os [jogadores] que entraram vão ter o mesmo o rendimento dos que saíram, e, que, no caso do FC Porto, fizeram uma época fantástica», argumentou.

«No ano passado a surpresa foi o Gil Vicente e antes o Paços. O próprio Desportivo de Chaves, que agora subiu, costuma fazer boas equipas e o Rio Ave tem muitos anos de I Liga. Acho que vai ser uma luta tremenda e, novamente, até ao fim», rematou.

 

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