André Gomes, o melhor projeto de guarda-redes depois de Diogo Costa

3 mai, 09:22
André Gomes

Guarda-redes do Benfica assumiu protagonismo inesperado na Youth League, mas a qualidade já estava lá

P.S. (Para Seguir) é um espaço assinado pelo jornalista Nuno Travassos, que pretende destacar jogadores até aos 21 anos.

A conquista da Youth League pelo Benfica é o pretexto adequado para olhar para mais um talento português nesta rubrica. A equipa de Luís Castro tem vários jogadores merecedores deste destaque, mas a escolha recai em André Gomes, até pela forma algo inesperada como assumiu protagonismo em Nyon.

Suplente na meia-final, com a Juventus, o guarda-redes de 17 anos teve de colmatar a expulsão de Samuel Soares. Começou algo nervoso, até porque o Benfica perdeu a vantagem de dois golos que tinha, mas acabou por revelar-se decisivo no desempate da marca de penálti.

Na final, ainda que o triunfo do Benfica tenha sido claro, com uma goleada por 6-0 ao Leipzig, André Gomes também aproveitou a ocasião para deixar indicadores da sua qualidade.

Já tinha incluído o jovem guarda-redes entre os três portugueses na «Next Generation» do jornal inglês The Guardian, e por isso é óbvio dizer que sou um admirador das suas capacidades. Partilho mesmo da opinião de quem olha para ele como o melhor projeto de um guarda-redes português depois do portista Diogo Costa.

No seu trajeto, um jovem jogador encontra vários obstáculos (internos ou externos) que podem fazer com que não faça justiça ao seu potencial, mas André Gomes tem tudo para ser um guarda-redes de topo no futebol português. A começar pela maturidade que revela, o que dá mais segurança quanto à perspetiva de atingir esse potencial.

Em termos mais técnicos, reúne características que não combinam assim tantas vezes. Tem uma presença física imponente, sobretudo se tivermos em conta que tem apenas 17 anos, mas ao “encher a baliza” não deixa de ser um guarda-redes ágil.

É forte no jogo aéreo, a responder a cruzamentos, e também imponente a sair aos pés dos guarda-redes adversários. Muito frio na baliza, revela uma capacidade acima da média para jogar com os pés e participar na construção de jogo da equipa.

A transição para o futebol sénior é particularmente difícil para os guarda-redes, que têm menos possibilidades de jogar, mas se André Gomes souber esperar pacientemente pelas suas oportunidades e fizer boas opções de carreira, então será um nome de futuro nas balizas portuguesas.  

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