Um "objeto esférico" a passar junto à cabine de um caça F-18. Pilotos norte-americanos emitiram mais de 400 alertas de óvnis

18 mai, 11:00
Scott Bray, vice-diretor de Inteligência Naval dos EUA, mostra um vídeo sobre um "fenómeno aéreo não identificado" (JIM LO SCALZO/ EPA via Lusa)

Mais de 50 anos depois da última audição pública sobre este tema, o Pentágono admite que existem, de facto, relatos de militares da Força Aérea sobre fenómenos aéreos não identificados, para os quais dizem não ter explicação.

Pela primeira vez em mais de 50 anos, a discussão em torno de óvnis (Objeto Voador Não Identificado) regressou ao congresso norte-americano, numa audição pública rara de oficiais do Pentágono, que admitiram a observação de "fenómenos aéreos não identificados" por parte dos pilotos militares. E por mais do que uma vez - pelo menos, 400 vezes.

O diretor-adjunto de Defesa para Inteligência e Segurança dos EUA, Ronald Moultrie , e o diretor-adjunto de Inteligência Naval, Scott Bray, revelaram, perante os deputados, que receberam pelo menos 400 alertas de avistamentos de óvnis desde 2004.

A última vez que o governo dos EUA falou publicamente sobre este tema foi em 1970, ano em que pôs fim ao projeto "Livro Azul", que analisou 12.618 alertas de óvnis detetados pela Força Aérea norte-americana entre 1952 e 1969.

Em 2017, os deputados tiveram conhecimento que o Pentágono deu início, de forma discreta, a um projeto muito semelhante para investigar estes fenómenos aéreos não identificados, como são agora designados pelas autoridades.

O Pentágono admite que existem, de facto, relatos de militares da Força Aérea sobre esses fenómenos, para os quais não têm explicação. Ainda assim, Ronald Moultrie garantiu que o Pentágono está "comprometido no seu esforço de determinar as origens" destes.

No plenário, Scott Bray mostrou um vídeo muito curto onde se podia observar o que descreveu como um "objeto esférico" com uma superfície refletiva a passar junto da cabine de um caça F-18. 

"Não tenho uma explicação para este objeto específico", disse Bray, apontando para o respetivo objeto. Contudo, acrescentou, não há indícios que permitam "sugerir uma origem não terrestre" para estes fenómenos.

Scott Bray vice-diretor de Inteligência Naval dos EUA, mostra um vídeo sobre um "fenómeno aéreo não identificado" (AP Photo/Alex Brandon)

De acordo com Scott Bray, os pilotos que se depararam com estes objetos admitiram sentir alguma relutância para falar sobre a sua experiência devido ao que designou por uma cultura de discriminação persistente de pilotos que relatavam avistamentos de óvnis. Mas o Pentágono está a tentar mudar essa cultura, garantiu o responsável da Inteligência Naval, acrescentando que, nos últimos anos, têm sido incentivados a relatar os avistamentos. "A mensagem é clara: se virem algo, precisam de o denunciar."

Esta informação é essencial para a segurança nacional, consideram os oficiais, que garantem que os militares e os serviços secretos dos EUA estão focados em determinar se estes fenómenos aéreos não identificados podem estar ligados a ameaças contra os Estados Unidos.

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