Fotógrafa regista fuga improvável de uma foca de oito "baleias assassinas"

Agência Lusa , MP
14 nov, 23:54
orcas

Foca fugiu ao grupo de predadoras saltando para a popa do barco onde viajava a fotógrafa

O que começou por ser mais uma viagem de barco destinada à observação de baleias acabou no avistamento de uma fuga improvável: uma foca, que estaria destinada a ser a refeição de oito orcas, escapou com vida ao subir a popa do barco onde estava Charvet Drucker.

A fotógrafa de vida selvagem estava num barco perto de uma ilha no mar de Salish, a cerca de 64 km a noroeste de Seattle, quando alguns movimentos coordenados na água e o bater de caudas das conhecidas “baleias assassinas” denunciaram um momento de caça. O alvo era uma foca, que saltava por cima do grupo de predadoras e que Drucker conseguiu avistar através de uma lente da sua câmara.

A máquina deixou de ser necessária quando se apercebeu de que o grupo se aproximava da embarcação. Nesta situação, os regulamentos de navegação da vida selvagem ditam que o motor deve ser desligado para evitar ferimentos nos animais, que também não devem ser tocados, de acordo com a lei.

Nesse momento, aquela que até ali era uma presa subiu a plataforma de natação do barco junto ao motor e usou-a como uma espécie de balsa salva-vidas. Ainda assim, essa aproximação não impediu o grupo de orcas de se unir para tentar balançar o barco e fazer a foca cair. A técnica, que recebeu o título “lavagem de ondas”, já é conhecida pela comunidade científica e tem vindo a ser documentada desde pelo menos a década de 1980, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês).

Nas redes sociais circulam vários vídeos filmados por Drucker que registam o momento em que o animal salta para o barco.

Em entrevista à Associated Press, Charvet Drucker revelou que é “definitivamente da equipa das orcas, sempre, mas quando aquela foca estava no barco”, acrescentou, “tornei-me da equipa das focas”.

Depois de 15 minutos a rondar Drucker e a foca, as oito orcas afastaram-se.

As “baleias assassinas” que caçam focas e outros animais marinhos são conhecidas como orcas de Bigg ou “transitórias” e estão mais bem alimentadas do que outras espécies, como as orcas “residentes” - que se concentram em peixes como o salmão. Estas últimas compõem a lista de espécies em vias de extinção, segundo a NOAA.

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