Quem ganha mais e menos com os desdobramentos do IRS?

14 abr, 07:00
Fernando Medina apresenta Orçamento do Estado para 2022 (Lusa)

O maior ganho, no caso de um solteiro sem filhos, será para aqueles que recebam na ordem dos 2.250 a 3.000 euros brutos mensais, segundo o exemplo apresentado pelo próprio Governo. O ganho máximo é de 352 euros por ano

É uma das medidas que o Governo mais acena como bandeira deste Orçamento do Estado para 2022: o desdobramento dos antigos terceiro e sexto escalões do IRS, com a passagem de sete para nove escalões, cujo objetivo é melhorar o rendimento da classe média. E quem ganha mais com esta mudança? É isso mesmo que mostra um gráfico que integra a apresentação do documento, ontem apresentado em conferência de imprensa. O exemplo é dado para um solteiro sem dependentes.

O maior ganho para um solteiro sem filhos será para quem receba na ordem dos 2.250 a 3.000 euros brutos mensais, com 352 euros de benefício anual, segundo o exemplo apresentado pelo Governo.

A partir desta escala de rendimentos, o ganho começa a diminuir. Para quem receba cerca de 4.000 euros, o ganho fica pelos 220 euros anuais. Para quem tem ordenados acima dos 6.500 euros, as mudanças no IRS só trazem um beneficio de 51 euros.

Em 2021, a remuneração bruta mensal média por trabalhador português foi de 1.361 euros. Seguindo essa referência, o ganho previsto em IRS no exemplo do Governo ficará por volta dos 250 euros, não atingindo o máximo.

Com a atualização do mínimo de existência, as famílias com rendimentos até 9.415 euros ficam isentas de pagamento de IRS.

Com o desdobramento dos dois escalões, o Governo estima um alívio fiscal de 150 milhões de euros. Para perceber como esta mudança irá mexer com o seu bolso, pode ver as 24 simulações disponíveis aqui.

O antigo terceiro escalão fica dividido em dois patamares. O primeiro dos 10.736 euros aos 15.216 euros anuais, com uma taxa de 26,5%. E o segundo dos 15.216 até aos 19.696 euros, com uma taxa de 28,5%.

Já no antigo sexto escalão repete-se o cenário: dos 36.757 aos 48.033 euros brutos anuais aplica-se uma taxa de 43,5%. Dos 48.003 aos 75.009 euros, a taxa sobe para os 45%.

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