REVISTA DE IMPRENSA || Socialistas rejeitam medidas consideradas financeiramente arriscadas
O Partido Socialista vai viabilizar o Orçamento do Estado na especialidade, assegurando a continuidade do Governo PSD/CDS e evitando um cenário de crise política. De acordo com o Diário de Notícias, sem negociação ativa com o Executivo, os socialistas apresentam cerca de cem propostas, centradas na proteção das pensões mais baixas e na preservação do equilíbrio das contas públicas.
O PS pretende transformar o bónus extraordinário aos pensionistas em aumento permanente, estimando um impacto de 65 milhões de euros, valor que considera comportável dentro da margem orçamental prevista. A prioridade passa por reforçar os rendimentos mais baixos, atualizar o suplemento especial de pensão para antigos combatentes e garantir apoio total a famílias com filhos com doença oncológica, crónica ou deficiência.
Os socialistas rejeitam medidas consideradas financeiramente arriscadas, como o fim imediato do imposto sobre combustíveis ou aumentos salariais além dos limites previstos e defendem ainda a redução do IVA de bens alimentares essenciais para 6%, o congelamento das propinas e investimento em creches públicas.
No plano da coesão territorial, o PS propõe isenção de portagens em troços do Alentejo a partir do segundo trimestre de 2026. A bancada mantém críticas ao aumento da despesa na Defesa e à falta de avanços nas áreas da Saúde e ferrovia, mas não comprometerá a estabilidade governativa nesta fase do Orçamento.