Fomos ou somos todos um pouco Taremi

3 out, 15:09
FC Porto-Sp. Braga

«DRIBLE DA VACA» - Opinião

Ninguém é perfeito. Temos frequentemente à volta anjos e demônios para confrontarmos. É uma batalha árdua e invisível para encontrarmos o nosso melhor eu, a versão mais próxima daquilo que queremos ou precisamos ser.

O futebol imita a vida. Muitas vezes acabamos marcados por determinadas atitudes e opiniões - hora ou outra mal interpretadas ou até mesmo inventadas - que não nos descrevem na essência. Mehdi Taremi que o diga.

Olham mais para o copo meio vazio do que para o copo meio cheio. Há ocasiões, inclusive, em que nós próprios nos exigimos tal raciocínio. Desde que não haja flagelação, é um passo e tanto para evoluirmos.

Uns mais, outros menos, todos erramos. Vivendo, corrigindo e aprendendo. Obviamente - e felizmente -, não estamos isentos de críticas e contestações, o que nada tem a ver com perseguições baratas e campanhas fúteis de ódio.

As quedas do avançado do FC Porto, ora a simular, ora a valer, apenas fazem parte do pacote de um profissional - e homem - que é muito mais do que isso. É um goleador nato. Um jogador acima da média. Um verdadeiro líder no Irão.

É, acima de tudo, um louvável cidadão que se rebelou contra o regime do próprio país ao defender publicamente uma jovem heroína de 22 anos que morreu três dias depois de ter sido presa acusada de não usar corretamente o hijab.

Se somos o que somos, Taremi é o que é. Sejamos então menos falsos moralistas e mais fiéis seres humanos.

* Bruno Andrade escreve a sua opinião em Português do Brasil

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