«DRIBLE DA VACA» - Opinião de Bruno Andrade
Quinta-feira, 3 de julho de 2025, é um dia que vai perseguir brutalmente para sempre todos aqueles que conviveram com Diogo Jota - e também o irmão André Silva. A morte precoce é mesmo de uma crueldade ímpar.
Por experiência própria, as imagens de uma fatídica data de um injusto adeus acabam, ao longo do tempo, por ser esquecidas. No máximo, vez ou outra surgem desfocadas em meros flashs na nossa (seletiva) memória.
Muito honestamente, não posso admitir - seja como amigo, filho, marido e, claro, jornalista - que tamanha comoção nacional e internacional não faça parte do filme completo das vidas de dois seres humanos tão amados e respeitados.
Querida Rute, as televisões do mundo todo, especialmente de Portugal, pararam as respectivas programações durante ininterruptas horas para destacar os inúmeros gols marcados e os títulos conquistados pelo seu marido no Liverpool e na Seleção.
Meus caros Dinis, Duarte e Mafalda, os maiores nomes do futebol, entre eles Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Jurgen Klopp, e os clubes mais midiáticos do planeta, como Real Madrid e Manchester United, escreveram as mais lindas mensagens ao seu pai.
Seu Joaquim e Dona Isabel, intervenientes de peso das mais variadas áreas da sociedade - dentro e fora do território português - prestaram belas homenagens e solidariedade ao Diogo e, não menos importante, tiveram o cuidado especial de não esquecer do André.
Há vazios que nunca vão ser preenchidos na totalidade. É aprender a lidar. Há, entretanto, momentos que precisam ser compartilhados pela eternidade. Por isso, contem comigo!
*Bruno Andrade escreve a sua opinião em português do Brasil
