Mourinho's (delicious) breakfast

27 dez 2025, 13:05
Treino aberto do Benfica a colaboradores e seus familiares (SL Benfica)

«DRIBLE DA VACA» - Opinião de Bruno Andrade

Ovos Benedict? Tosta de salmão fumado? Cappuccino? Frutas da época? Não sei, ao certo, qual foi o pequeno-almoço de José Mourinho na manhã desta sábado, véspera do jogo frente ao Sp. Braga, mas tenho a certeza que o mesmo soube bem. Soube muito bem.

Respeitoso, brincalhão e, desta vez, sem qualquer ataque à Comunicação Social, o treinador do Benfica fez aquela que para mim foi até agora a sua melhor conferência - curiosamente no arranque do dia - desde que regressou ao futebol português.

Teve bastante sumo (de limão não foi, seguramente). Analisou o (difícil) adversário, não quis apimentar (ainda mais) as polêmicas com Frederico Varandas, abriu o livro para explicar as situações clínicas de Bruma e Bah e tocou abertamente nos temas de mercado.

Esmiuçou sem qualquer receio o mais novo contratado, o lateral cabo-verdiano Sidny Cabral, que, não custa lembrar, está fechado, mas ainda não assinou contrato com as águias, o que, por si só, seria o suficiente para ser um não-assunto.

Falou tudo aquilo que muitos outros preferem não falar. Ou não podem falar. Atendeu a todos os jornalistas presentes no Seixal e, de quebra, abriu exclusivamente duas perguntas para o "castigado" e caricato Pedro Neves de Sousa.

Por fim, e não menos importante, fez dois autoquestionamentos: sobre o horário da antevisão e a forma como enxerga os recém-promovidos Banjaqui e José Neto à equipa principal.

Repito: não sei exatamente o que José Mourinho comeu e bebeu logo pela manhã, mas admito que, numa próxima ocasião, talvez pudesse ser interessante e proveitoso convidar jornalistas e comentadores para um pequeno-almoço de conciliação. 

Posso levar café brasileiro e pão de queijo, combinado?

*Bruno Andrade escreve a sua opinião em português do Brasil

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