Queixa apresentada pela defesa de Vítor e Bruno Aleixo remete à última sessão de julgamento e também envolve o seu filho
A defesa de Vítor e Bruno Aleixo acusou, esta terça-feira, Henrique Ramos, assistente do processo da Operação Pretoriano, de os ter ameaçado à saída do Tribunal de São João Novo, após a última sessão de julgamento.
Desta forma, os arguidos pediram para que este fosse impedido de comparecer na sala de audiências e em tribunal, para impedir incidentes futuros. Durante a manhã, dois dos três elementos da família Sousa relataram as agressões sofridas às mãos de Vítor e Bruno Aleixo durante a Assembleia Geral (AG) do FC Porto, em novembro de 2023.
«O meu filho foi o primeiro a ser agredido. Afastei a minha família. Depois, atiraram-me pelas escadas abaixo e parti duas costelas. Quem deveria estar a proteger, a SPDE (empresa de segurança privada responsável), não estava, era o meu filho que me estava a defender. Até me custa ver vídeos, nunca pensei alguma vez passar por uma situação daquelas na minha vida», afirmou Carlos Sousa.
De acordo com João Pedro, filho de Carlos Sousa, Vítor Aleixo terá atravessado o recinto e atingido o jovem com uma «chapada», dando origem a um encadeamento de agressões.
«Quando a situação me começou a preocupar, com um clima tenso e garrafas a voar, fui falar com o segurança. Aí, Vítor Aleixo abordou-me, a chamar-me de ingrato, os meus pais tentaram sempre apaziguar a situação. Outro indivíduo deu um soco ao meu pai e a minha mãe estava a ser agarrada. O meu pai tentou fugir subindo as escadas, mas Bruno Aleixo agrediu-o e ele caiu desamparado pelas escadas», referiu.
Recorde-se que a Operação Pretoriano envolve 12 arguidos, entre os quais o antigo líder dos Super Dragões, Fernando Madureira. Em causa estão 19 crimes de coação e ameaça agravada, sete de ofensa à integridade física no âmbito de espetáculo desportivo, um de instigação pública a um crime, outro de arremesso de objetos ou produtos líquidos e ainda três de atentado à liberdade de informação.
