Advogado oficioso atribuído a Sócrates pediu adiamento do julgamento por só conhecer processo pela imprensa. Juíza negou

4 nov 2025, 10:21
O ex-primeiro-ministro José Sócrates, principal arguido no caso de corrupção Operação Marques, chega ao Tribunal Penal Central de Lisboa, em Lisboa, Portugal, a 10 de setembro de 2025. EPA/FILIPE AMORIM. LUSA

José Manuel Ramos queria pelo menos 48 horas para entender todo o caso, mas coletivo de juízes entendeu que não se justificava

O advogado oficioso que foi atribuído a José Sócrates após a renúncia de Pedro Delille pediu o adiamento do julgamento por um prazo de dois dias, mas o coletivo de juízes indeferiu o pedido.

José Manuel Ramos alegou que o seu conhecimento da Operação Marquês é “muito escasso”, pelo que pediu uma concessão de prazo “não inferior a 48 horas para análise preliminar do processo”.

De resto, o advogado admitiu mesmo que tudo o que conhece do processo se limita ao que tem sido publicado pela comunicação social.

Pese embora a argumentação, o coletivo de juízes presidido por Susana Seca entendeu que não se justificava, ainda que “sem prejuízo de o defensor consultar o processo nos dias em que não há julgamento”.

Significa isto que José Manuel Ramos terá de representar José Sócrates nos próximos três dias, incluindo já esta terça-feira.

José Sócrates, de 68 anos, está pronunciado (acusado após instrução) de 22 crimes, incluindo três de corrupção, por ter alegadamente recebido dinheiro para beneficiar em dossiês distintos o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o resort algarvio de Vale do Lobo.

Relacionados

Crime e Justiça

Mais Crime e Justiça

Mais Lidas