José Manuel Ramos queria pelo menos 48 horas para entender todo o caso, mas coletivo de juízes entendeu que não se justificava
O advogado oficioso que foi atribuído a José Sócrates após a renúncia de Pedro Delille pediu o adiamento do julgamento por um prazo de dois dias, mas o coletivo de juízes indeferiu o pedido.
José Manuel Ramos alegou que o seu conhecimento da Operação Marquês é “muito escasso”, pelo que pediu uma concessão de prazo “não inferior a 48 horas para análise preliminar do processo”.
De resto, o advogado admitiu mesmo que tudo o que conhece do processo se limita ao que tem sido publicado pela comunicação social.
Pese embora a argumentação, o coletivo de juízes presidido por Susana Seca entendeu que não se justificava, ainda que “sem prejuízo de o defensor consultar o processo nos dias em que não há julgamento”.
Significa isto que José Manuel Ramos terá de representar José Sócrates nos próximos três dias, incluindo já esta terça-feira.
José Sócrates, de 68 anos, está pronunciado (acusado após instrução) de 22 crimes, incluindo três de corrupção, por ter alegadamente recebido dinheiro para beneficiar em dossiês distintos o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o resort algarvio de Vale do Lobo.