Austrália: organização explica «censura» a camisolas de Peng Shuai

23 jan, 13:29
Camisolas com mensagens relativas a Peng Shuai interditas em Melbourne

Espectadores foram impedidos de exibir mensagens sobre o paradeiro da tenista chinesa

A organização do Open da Austrália evocou este domingo o regulamento do torneio para justificar a proibição do uso de camisolas com uma mensagem sobre o paradeiro da tenista chinesa Peng Shuai por parte dos espetadores.

A organização do primeiro Grand Slam da temporada indicou que o bem-estar da tenista chinesa é a sua «preocupação primordial» depois de ter sido difundido nas redes sociais um vídeo no qual se vê um segurança do torneio a confiscar camisolas e um cartaz com a inscrição «Onde está Peng Shuai?».

«Não permitimos roupa, cartazes ou símbolos comerciais ou políticos. […] A segurança de Peng Shuai é a nossa preocupação primordial. Continuamos a trabalhar com a WTA e com a comunidade do ténis para procurar uma maior clareza sobre a sua situação e faremos tudo o que possamos para garantir o seu bem-estar», referiram os organizadores, em comunicado.

A tenista, de 35 anos, revelou, no início de novembro, ter sido abusada sexualmente pelo ex-vice-primeiro-ministro Zhang Gaoli, numa publicação que foi imediatamente retirada da rede social chinesa Weibo.

Após esta denúncia, a antiga número um mundial de pares esteve duas semanas desaparecida, o que originou uma onda de preocupação relativamente ao seu bem-estar.

Peng acabou por reaparecer a 21 de novembro e, um mês depois, garantiu que «nunca acusou ninguém de abuso sexual» e que a sua publicação na rede social Weibo era um «assunto privado», sobre o qual as pessoas têm «mal-entendidos».

A comunidade internacional continua, no entanto, a interrogar-se sobre o paradeiro e a segurança da tenista, nomeadamente sobre se estará em liberdade.

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