Esta terça-feira não haverá nenhum distrito com máximas abaixo dos 30 graus. Além disso, cinco deles estarão nos 40 graus ou acima disso
Está calor, não está? O sentimento é comum a praticamente todo o território continental, com a faixa costeira do Norte a fugir um bocadinho, mas a sentir os efeitos de nova – mais uma, sim – onda de calor em Portugal.
E é mesmo para ficar. Pelo menos um dia.
Com todo o país em aviso e praticamente metade dos concelhos em alerta para incêndios, espera-se que a situação seja esta durante quase toda a semana.
Só lá para quinta ou sexta-feira é que podemos começar a ver os termómetros a descer, mesmo que em muitos dos casos isso não signifique temperaturas agradáveis.
Peguemos no exemplo de Beja, o distrito onde os termómetros bateram mais alto. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as máximas apontavam para 43 graus Celsius nesta segunda-feira.
E se acha que é muito - e de facto é muito -, a situação é ainda pior esta terça-feira, com as temperaturas a baterem nos 44 graus naquele mesmo distrito, que volta a ser o mais quente.
Espelho daquilo que vai ser o país - e de certa forma um espelho de todo sul da Europa por estes dias -, o distrito alentejano só volta a baixar dos 40 graus Celsius na sexta-feira. E não pense que baixa muito, já que é para 39 graus.
Baixar mesmo já só no domingo, para 37 graus, verificando-se depois uma descida gradual das máximas de temperatura, que devem atingir os 32 graus a 20 de agosto.
Se Beja é o expoente desta situação, muitas outras cidades vão estar acima dos 40 graus. Ou pelo menos a baterem nesse valor. Esta segunda-feira aconteceu também aconteceu em Castelo Branco, Santarém, Setúbal e Évora, mas na terça-feira é pior.
Os distritos com temperaturas acima dos 40 graus são os mesmos, só que a situação agrava-se, com as mínimas a subirem três graus em muitos locais. Um efeito também para as máximas. Senão veja-se: esta segunda-feira Aveiro e Viana do Castelo ainda estiveram abaixo dos 30 graus - 27 graus cada - , mas na terça-feira nenhum distrito estará abaixo desse valor.
Ainda em alerta
O Governo renovou a situação de alerta no país até quarta-feira, dia 13 de agosto, devido ao risco de incêndio florestal.
A renovação da situação de alerta tem como base dois motivos principais: a continuação de temperaturas elevadas em todo o país para os próximos dias e a diminuição de ignições devido às proibições determinadas.
Entre as medidas em vigor estão a proibição de acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, de acordo com os Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, bem como a realização de queimas e queimadas, ficando igualmente suspensas as autorizações emitidas para esse período.
A situação de alerta implica também a proibição de realização de trabalhos nos espaços florestais e rurais com o recurso a maquinaria e o uso de fogo de artifício e outros artefactos pirotécnicos. Neste caso, também as autorizações já emitidas ficam suspensas.