238 óbitos: onda de calor provocou excesso de mortalidade em Portugal

14 jul, 19:42
onda de calor, incêndios, Ansião. 14 julho 2022. Foto: Octavio Passos/Getty Images

Números são relativos ao período entre 7 e 13 de julho

A Direção-Geral da Saúde (DGS) indicou esta quinta-feira que a onda de calor provocou um excesso de mortalidade em Portugal. "Entre os dias 7 e 13 de julho de 2022, inclusive, observou-se excesso de mortalidade em Portugal (continente e ilhas), correspondendo a um total de 238 óbitos", lê-se numa nota enviada às redações. Estes valores são provisórios e vão sendo atualizados pela autoridade de saúde.

No comunicado, a DGS assinala os valores muito elevados de temperatura registado em Portugal desde o dia 6 de julho e o impacto que estes têm na saúde, "como consequência de desidratação ou de descompensação de doenças crónicas, entre outros fatores".

"Os dados atuais disponíveis sobre as previsões meteorológicas apontam para a persistência de tempo muito quente e muito seco em Portugal Continental. E o indicador-sentinela do efeito previsto das temperaturas elevadas do ar na mortalidade atingiu o valor de 1,28 no dia 14 de julho de 2022, traduzindo um impacto significativo na mortalidade causado por efeito da onda de calor", pode ler-se.

"Assim, elevadas temperaturas do ar estão, geralmente, associadas a períodos de mortalidade mais elevada do que o esperado para a altura do ano (excesso de mortalidade1 )", conclui o comunicado

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