"Não se enganem" com a Ómicron. OMS avisa que a pandemia "está longe de acabar"

19 jan, 09:24

Portugal bateu o recorde de casos diários, mas está longe de ser o único na Europa. A OMS avisa que podem surgir mais variantes e que a subida de internamentos e mortes é quase "inevitável"

O diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um aviso aos líderes mundiais sobre a pandemia de covid-19: "Está longe de acabar". As palavras de Tedros Adhanom Ghebreyesus surgem numa altura em que vários países continuam a quebrar recordes diários de casos, como aconteceu esta terça-feira a Portugal, algo que tem sido comum a outros países europeus.

Apesar disso, muitos governos começam a aliviar restrições, até porque alguns especialistas apontam que a variante Ómicron, agora predominante no velho continente, provoca uma forma menos grave da doença. O responsável máximo da OMS pede que se tenha cuidado com essa ideia: "A narrativa de que esta é uma forma suave da doença é enganadora".

"Não se enganem, a Ómicron está a provocar hospitalizações e mortes, e mesmo os casos menos graves estão a inundar os serviços de saúde", afirmou, a partir de uma conferência de imprensa em Genebra, na Suíça.

Se Portugal ultrapassou os 43 mil casos num só dia, Alemanha superou nas últimas horas, pela primeira vez, os 100 mil casos diários, enquanto França teve quase meio milhão de casos num só dia.

Num claro recado aos líderes globais, o diretor da OMS avisou que, com "o incrível crescimento da Ómicron, é mais provável que apareçam novas variantes, e é por isso que o acompanhamento e a monitorização continuam essenciais".

"Continuo particularmente preocupado com os muitos países que têm uma baixa taxa de vacinação, porque as pessoas têm um risco muito maior de desenvolverem doença grave ou de morrerem se não estiverem vacinadas", acrescentou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Na mesma conferência de imprensa, o responsável para emergências da OMS alertou que a maior transmissibilidade da Ómicron deve levar a um aumento das hospitalizações e das mortes, sobretudo nos territórios onde a cobertura vacinal seja menor.

"Um aumento exponencial dos casos, independentemente da severidade das diferentes variantes, leva a um inevitável aumento nas hospitalizações e mortes", disse Mike Ryan.

O crescimento de casos na Europa está a empurrar o mundo para novos recordes diários. Além de Portugal, Alemanha ou França, também países como Dinamarca ou Itália viram fortes subidas nos contágios, com mais de 30 mil e 220 mil casos diários, respetivamente.

No geral, o nível de infeções no continente está a ter, em média, mais 300 mil casos diários relativamente à última semana.

Veja também o vídeo: A CNN mostra-lhe o trabalho da linha SNS24, uma das salas mais agitadas do país

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