Falsas médicas de Olhão vão aguardar julgamento em liberdade

Agência Lusa , MM
3 mar 2023, 18:46
Medicina (Reuters)

As mulheres, uma portuguesa e outra estrangeira, com 40 e 67 anos, foram detidas na quinta-feira pela Polícia Judiciária

Duas mulheres suspeitas de burlarem doentes com a promessa de tratamentos de várias patologias no sul do país vão aguardar julgamento em liberdade, mas impedidas de exercer a atividade e com apresentações periódicas às autoridades, informou hoje a Procuradoria.

As mulheres, uma portuguesa e outra estrangeira, com 40 e 67 anos, foram detidas na quinta-feira pela Polícia Judiciária, em Olhão, no distrito de Faro, indiciadas pelos crimes de burla qualificada, usurpação de funções e ofensa à integridade física agravada.

Em comunicado, a Procuradoria da República de Faro especificou que as detidas “abriram um estabelecimento comercial na cidade de Olhão em 2019, que designaram por ‘clínica’, o qual publicitaram nas redes sociais como oferecendo tratamento para doenças do foro psicológico, psiquiátrico e cancro”.

O estabelecimento, lê-se na nota, “era designado na publicidade pela Clínica da Nova Medicina e Homeopatia, com especificações como: ‘Aqui protegemos e Curamos Crianças, Adultos e Animais’; ‘Aqui nós curamos a Alma e o Corpo’; ‘Hipnoterapia, Psicologia, Homeopatia. Especialidades: Cancro, Ansiedade, Depressão’”, entre outras.

“A detida estrangeira designava-se por ‘Dra’ e auxiliada pela detida portuguesa vendia aos doentes comprimidos coloridos, clisteres e saquetas contendo um granulado”, é ainda referido.

Já os tratamentos, adiantou a Procuradoria, “consistiam em colocar fios no corpo do paciente e projetar num ecrã imagens do corpo humano e figuras geométricas de cor vermelha”.

De acordo com a Procuradoria, a investigação prossegue “para determinar a composição dos produtos que eram vendidos e o número concreto de pessoas enganadas”.

As duas mulheres foram ouvidas em primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Olhão e “ficaram impedidas de qualquer contacto com o exercício da atividade pela qual foram detidas e apresentações periódicas à autoridade policial da área de residência”, acrescentou a Procuradoria.

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