“Se a Europa quer dormir bem, tem de investir na defesa da Ucrânia”

14 jan, 18:43
Olga Stefanishyna (AP)
Olga Stefanishyna (AP)

Em entrevista à CNN, a vice-primeira-ministra ucraniana, Olga Stefanishyna, defende ainda que uma invasão russa será "o fim do jogo" de Putin

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A vice-primeira-ministra ucraniana Olga Stefanishyna diz que a Europa, para poder ‘dormir bem’, terá de investir na defesa da Ucrânia, para que esta consiga conter e lutar contra uma possível invasão russa. Em entrevista à CNN, a governante considera ainda que uma invasão russa, a confirmar-se, levará à queda de Vladimir Putin.

“Vamos deixar uma coisa clara: nós, como ucranianos, entendemos que nenhuma outra nação lutaria pela Ucrânia no seu território. Mas o que também percebemos claramente é que a Europa, se quer dormir bem e sentir que a sua democracia está segura, deve investir na defesa da Ucrânia. Tem de se certificar que o nosso exército duplica a sua capacidade de conter e lutar contra uma agressão russa”, defende.

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Questionada sobre os motivos pelos quais Putin estará a planear uma invasão ao território ucraniano, a vice-primeira-ministra diz que, "primeiro que tudo, serve a sua narrativa interna". "Este é o líder conhecido no seu país como aquele que é ignorado pelo mundo democrático. Agora, apresenta-se como o líder de um país grande, demonstrando que está a tentar estabelecer novas esferas de influência", analisa.

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Stefanishyna não acredita, porém, que seja do interesse de Putin enviar tropas para solo ucraniano, pois considera que seria “o fim do seu jogo”.

“Claro que poderemos ter uma guerra totalmente estabelecida no centro da Europa, e a Ucrânia lutará contra a agressão, mas isso seria o seu fim, nada viria a seguir a essa agressão militar. Mas antes dessa agressão, tem uma enorme margem de manobra para elevar a fasquia e jogar nas esferas em que lhe é permitido”, observa.

Nos últimos meses, a tensão entre Rússia e a Ucrânia e NATO tem subido de tom. Tanto Kiev como a Aliança Atlântica têm denunciado a concentração de um grande número de tropas russas perto da fronteira ucraniana, considerando tratar-se do prelúdio de uma invasão. Os ocidentais receiam uma possível invasão russa do território ucraniano, como a de 2014 que culminou na anexação da península da Crimeia.

O Kremlin rejeita ter uma intenção bélica nestas manobras. A Rússia exigiu, entretanto, a assinatura de tratados que proíbam qualquer futuro alargamento da Aliança Atlântica e o fim das manobras militares da NATO perto das suas fronteiras.

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As exigências russas colocam em causa a arquitetura de segurança europeia construída após a Guerra Fria, quando vários países do antigo bloco comunista aderiram à NATO.

 

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