Presidente do Senado do México qualifica aumento de feminicídios no país de alarmante

Agência Lusa , AM
26 jul, 06:37
Olga Sánchez Cordero (AP)

Olga Sánchez Cordero defende que é urgente uniformizar o crime de feminicídio em todo o país "para evitar dificultar o seu julgamento"

A presidente do Senado mexicano, Olga Sánchez Cordero, qualificou esta segunda-feira de alarmante o aumento de 137% dos feminicídios no país, entre 2015 e 2021, destacando que 97,7% dos casos não são denunciados.

Durante uma série de diálogos parlamentares sobre o tema, Sánchez Cordero disse que as autoridades federais e estaduais têm ficado “muito aquém no cumprimento da Justiça”, não tendo sido possível “realmente punir e inibir a prática do referido crime”.

"De acordo com as últimas informações disponíveis, infelizmente, os feminicídios aumentaram 137% entre 2015 e 2021, e 97,7% não são relatados", afirmou a responsável, classificando a situação de “muito alarmante e muito preocupante”.

Olga Sánchez Cordero lembrou que isto se deve, em grande parte, à forma como é atualmente tipificado o crime de feminicídio, "sendo muito variada nas diferentes entidades federais”.

A presidente do Senado defendeu, por isso, que é urgente uniformizar o crime de feminicídio em todo o país "para evitar dificultar o seu julgamento".

A responsável recordou ainda que no início do mês apresentou, em colaboração com a senadora Gabriela López Gómez, uma iniciativa para combater a impunidade e prevenir qualquer possível erro na integração dos processos de investigação, derivada das diferenças que existem entre os códigos penais dos diferentes estados.

A reforma proposta quer estabelecer critérios que permitam às autoridades de todos os estados utilizar os mesmos parâmetros para investigar e punir este crime.

Nos últimos anos, o país tem sofrido uma onda de violência com base no género, com 1.004 feminicídios registados em 2021.

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