Ele tinha 39 anos, ela 14. Namoraram e, quando a relação acabou, ele perseguiu-a e maltratou-a

4 mar 2025, 14:27
Crime

Homem de 39 anos namorou com adolescente durante 9 meses. Depois perseguiu-a e abusou-a psicologicamente

 

Suspeito acedia às redes sociais e depois do namoro ter terminado, perseguiu a jovem de 15 anos

Um homem foi detido por ser suspeito da prática de um crime de violência doméstica e um crime de atos sexuais com adolescente. O suspeito, na altura com 39 anos, namorou com a vítima, à data com 14 anos, durante nove meses.

Segundo um comunicado do Ministério Público, os dois conheceram-se, em fevereiro de 2024, numa escola de dança, em Paço de Arcos e, em abril do mesmo ano, iniciaram "uma relação de namoro, que se manteve durante 9 meses, até janeiro de 2025, quando a ofendida tinha 15 anos e o arguido 40 anos de idade".

"Durante a relação de namoro, o arguido aproveitou-se da juventude e inexperiência da menor para a seduzir e praticar com ela atos de cariz sexual. Durante todo o namoro, o arguido agiu de forma livre, voluntária e consciente, bem sabendo que a sua conduta era proibida e punida por lei. Resulta ainda indiciado que durante os nomes meses de namoro, o arguido mostrou-se sempre muito ciumento para com a menor, exigindo-lhe que o informasse constantemente para onde ia, o que fazia durante o dia e com quem estava, controlando assim todos os movimentos da ofendida, que vivia muito ansiosa com este controlo obsessivo", lê-se na nota.

O inquérito, conduzido pelo Ministério Público do DIAP do Núcleo de Oeiras, concluiu ainda que "o arguido acedia às redes sociais e, no intuito de rebaixar a vítima, aproveitava-se das inseguranças dela para a maltratar psicologicamente".

"A vítima decidiu terminar a relação em janeiro de 2025, facto que o arguido não aceitou, perseguindo-a nos meses seguintes, enviando constantes mensagens à menor e a pessoas suas amigas e comparecendo nos locais que a mesma frequentava, tentando forçá-la a retomar a relação com ele".

O suspeito ficou em prisão preventiva e proibido de contatar com a vítima, mesmo em estado de reclusão.

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