OE2023: PCP afirma que não há negociações nem novas reuniões marcadas com o Governo

Agência Lusa , CE
25 out, 16:20
Paula Santos (Lusa/Tiago Petinga)

A presidente da bancada do PCP defendeu que na proposta de Orçamento do Estado que o Governo apresentou está inscrita “uma opção muito clara de contribuir para o agravamento das condições de vida dos trabalhadores e do povo, com a imposição do prolongamento da perda de poder de compra”

A líder parlamentar do PCP afirmou esta terça-feira que a bancada comunista não está em negociações com o Governo sobre o Orçamento do Estado para 2023, nem tem qualquer nova reunião marcada sobre este processo.

Este sinal de afastamento político face ao executivo socialista, que nesta legislatura está suportado no parlamento por uma maioria absoluta de deputados do PS, foi transmitido por Paula Santos, numa conferência de imprensa destinada a apresentar o primeiro pacote de medidas do PCP de alteração ao Orçamento.

“Não há negociações”, declarou Paula Santos, depois de questionada sobre os resultados de uma reunião entre o PCP e o executivo socialista que se realizou na semana passada no parlamento.

A presidente da bancada do PCP defendeu que na proposta de Orçamento do Estado que o Governo apresentou está inscrita “uma opção muito clara de contribuir para o agravamento das condições de vida dos trabalhadores e do povo, com a imposição do prolongamento da perda de poder de compra”.

Paula Santos fez depois questão de salientar que as propostas da sua bancada “serão discutidas e analisadas no quadro do debate do Orçamento do Estado em sede de especialidade” e não por via de qualquer diálogo direto bilateral, como acontecia nas duas anteriores legislaturas.

“Não há nenhuma reunião marcada. Portanto, essa questão está respondida. Já tivemos a oportunidade de referir que, durante a reunião com o Governo, expressámos a nossa posição relativamente a um Orçamento que não responde, que agrava as condições de vida dos trabalhadores e dos reformados e que agrava as desigualdades e injustiças. Consideramos que é necessário dar respostas que o Governo tem vindo a recusar”, acrescentou.

 

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