Rio diz que o Orçamento do Estado do próximo ano será mais importante do que o atual

Agência Lusa , CF
17 jun, 22:57
Rui Rio (Lusa/Estela Silva)

O presidente do PSD fez notar que o Orçamento para 2022 "acaba por ser menos relevante", por estar em vigor durante apenas seis meses. Será com o OE2023 que "o país dará um passo em frente ou atrás consoante a sua política orçamental"

O presidente do PSD defendeu que, mais importante do que a promulgação do Orçamento para 2022 conhecida esta sexta-feira, será verificar qual a política orçamental do Governo para o próximo ano.

Rui Rio foi questionado pelos jornalistas sobre a promulgação do OE2022 na residência oficial do primeiro-ministro, depois de se ter reunido com António Costa e com o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Tiago Antunes, no âmbito da preparação do Conselho Europeu da próxima semana, em que se discutirão as candidaturas à adesão à União Europeia da Ucrânia, República da Moldova e Geórgia.

Rio não quis comentar os avisos de Marcelo Rebelo de Sousa, uma vez que não os tinha lido, mas deixou um recado para o futuro.

“O Orçamento para 2022 tem a sua importância, mas está longe do que vai ser o de 2023, porque este vai estar em vigor seis meses, acaba por ser menos relevante. O que entendo verdadeiramente relevante é a preparação do OE2023, aí é que o país dará um passo em frente ou atrás consoante a sua política orçamental”, defendeu.

Questionado que outros temas estiveram em cima da mesa neste encontro – provavelmente o último na qualidade de líder do PSD, cargo que deixará em duas semanas -, Rio assegurou que “o grosso da conversa foi em torno da Ucrânia e do futuro da Europa”.

À pergunta se discutiram o tema do futuro aeroporto, Rio respondeu negativamente.

“Não falámos, nem fazia sentido na exata medida em que a decisão do PSD não me vai caber a mim, vai caber ao meu sucessor”, afirmou, numa referência a Luís Montenegro, que assumirá funções plenas no Congresso do PSD que se realiza entre 1 e 3 de julho.

O Presidente da República promulgou hoje o Orçamento do Estado para 2022, apesar de o classificar como "um conjunto de intenções" num quadro económico imprevisível, que está destinado a "fazer uma ponte precária" para o orçamento de 2023.

"O Orçamento para 2022 acaba por ser um conjunto de intenções num quadro de evolução imprevisível, condenado a fazer uma ponte precária para outro Orçamento – o de 2023 – cuja elaboração já começou e que se espera já possa ser aplicado com mais certezas e menos interrogações sobre o fim da pandemia, o fim da guerra, os custos de uma e de outra na vida das Nações e das pessoas", escreve Marcelo Rebelo de Sousa na nota em que anuncia a promulgação.

Na mensagem colocada no portal da Presidência na Internet, Marcelo começa por escrever que o orçamento que recebeu para promulgação "padece de limitações evidentes, e, porventura, inevitáveis".

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