OE2022: BE acusa PS de chumbar todas as propostas com “impacto real e significativo”

Agência Lusa , CF
24 mai, 19:51
Catarina Martins (Lusa/Miguel A. Lopes)

Catarina Martins diz que a estratégia dos socialistas passa por aprovar medidas sem "um impacto prático" e que contribuem para o empobrecimento dos "mais vulneráveis dos mais vulneráveis"

A coordenadora do BE criticou esta terça-feira a estratégia do PS de chumbar todas as propostas de alteração ao orçamento que possam ter “impacto real e significativo” e de aprovar apenas aquelas “que podem significar um esforço orçamental de zero”.

Em declarações aos jornalistas nos passos perdidos do parlamento a propósito de um requerimento do BE sobre a mortalidade materna, Catarina Martins foi questionada sobre a expectativa que tem de ver propostas de alteração do BE ao Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) a ser aprovadas durante a especialidade já que no primeiro dia todas foram chumbadas.

“Confesso que tenho pouca expectativa de ver aprovadas propostas que possam ter um impacto real e significativo no país até aos últimos seis meses deste ano porque a estratégia do PS tem sido chumbar todas as propostas que possam ter esse impacto e aprovar propostas que, ainda que bem intencionadas, ainda que seguramente em áreas que podem ser importantes, na verdade ninguém acredita que vão ser realizadas em seis meses e portanto todos sabemos que são mais ou menos declarativas, mas não mudam em nada Orçamento do Estado”, criticou.

A líder bloquista registou que, no primeiro dia das votações na especialidade, foram aprovadas “propostas programáticas, sem propriamente prazos de execução nem grande densificação” e que “podem significar um esforço orçamental de zero”.

“O que registamos é que nenhuma medida que tenha um impacto prático na vida das pessoas está a ser aprovada e como sabe é um Orçamento do Estado que faz de conta que não existe inflação”, lamentou.

Por isso mesmo, o facto do PS, que tem maioria absoluta, ter chumbado a atualização de salários, pensões e prestações sociais significa, segundo Catarina Martins, que “há um movimento de empobrecimento da generalidade da população em Portugal”.

“Os mais vulneráveis dos mais vulneráveis empobrecem com este orçamento e é por isso que do nosso ponto de vista é um tremendo erro”, criticou.

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