Polícias reconhecem que não foram ameaçados de faca em punho por Odair. Vítima tinha cadastro por crimes violentos

Henrique Machado , Atualizada às 11:36
23 out 2024, 20:01

Odair já tinha estado preso por assaltos à mão armada

Os dois agentes da PSP envolvidos na morte de Odair Moniz, de 43 anos, no bairro da Cova da Moura, Amadora, reconhecem nas declarações que prestaram à investigação que não foram ameaçados diretamente pela vítima com uma arma branca em punho, apurou a CNN Portugal - o que entra em contradição com as informações avançadas pela PSP.

Os dois agentes admitiram que não foram ameaçados pelo suspeito de faca em punho, ao contrário do que está descrito no auto de notícia e do que foi tornado público pela PSP, uma vez que a PJ está na posse de imagens de videovigilância que não apontam para qualquer ameaça armada, apenas para uma confrontação física por parte do suspeito, que ofereceu resistência à detenção.

A faca estaria dentro de uma bolsa, que foi encontrada mais tarde junto ao suspeito.

No calor das agressões um dos agentes admite ter feito três disparos, um para o ar e dois que atingiram a vítima, na zona da axila e no abdómen. Odair Moniz não resistiu aos ferimentos e morreu.

A CNN também apurou que Odair tem cadastro por tráfico de droga e crimes violentos: assaltos à mão armada, inclusive a um taxista - crime pelo qual esteve preso.

Quanto aos testemunhos, a CNN já pediu uma reação à PSP quanto à divergência entre o auto de noticia e as declarações dos agentes à Polícia Judiciária, mas até ao momento não foi possível obter resposta.
 

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