São óculos, são inteligentes e são (muito) caros: eis o novo produto da Meta

18 set 2025, 17:40
Óculos Meta
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O lançamento do primeiro modelo da Meta de óculos com tela embutida foi prejudicado por falhas técnicas

Os óculos com um ecrã embutido controlados por uma pulseira que deteta pequenos movimentos da mão e descritos por Zuckerberg como “a primeira interface neural de grande consumo do mundo” vão custar 799 dólares (678€). As vendas começam no final de setembro, nos EUA, de acordo com o Financial Times

Na demonstração ao vivo, Mark Zuckerberg não consegiu atender uma chamada nos óculos, mas atribuiu a falha a uma má ligação wi-fi e brincou dizendo que já tinha ensaiado “uma centena de vezes” sem qualquer problema. Os óculos incluem também colunas e câmaras integradas que já existiam nos óculos inteligentes da Ray-Ban.  

O lançamento surge pouco depois de a Meta ter reestruturado a sua equipa de IA pela quarta vez em seis meses, atribuindo-lhe o nome de “Meta Superintelligence Lab”, após ter ficado atrás de rivais neste setor. 

A mudança na equipa precisou da intervenção de Zuckerberg, que falou pessoalmente com dezenas dos principais investigadores de IA durante o verão, vindos de concorrentes como a OpenAI e a Google. Ofereceu prémios de assinatura de contrato de até 100 milhões de dólares para integrarem um laboratório de elite focado em IA, o TBD Lab, dentro da sua estrutura mais ampla de IA. 

A Meta lançou também, na quarta-feira, uma versão atualizada dos óculos inteligentes da Ray-Ban, com melhor autonomia da bateria, colunas e câmaras de vídeo. No entanto, na demonstração ao vivo, os óculos não responderam corretamente às perguntas do utilizador. 

A empresa de Zuckerberg anunciou ainda uma parceria com a Oakley para óculos de IA “para desportos de alta intensidade”, que se integram com aplicações de fitness quando emparelhados com um relógio Garmin. 

Os novos óculos inteligentes estão a ser fabricados por uma empresa chinesa que tem vindo a reforçar a sua posição na indústria dos óculos inteligentes através de uma vaga de aquisições e parcerias, a Goertek. A dependência de um fabricante chinês surge apesar da crescente retórica anti-Pequim de Zuckerberg, que se intensificou durante a segunda administração Trump.

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