Sete coisas que pode fazer pelos oceanos enquanto espera que os líderes mundiais entrem em ação

26 jun, 21:00
Oceanos, poluição, lixo, plástico. Foto: Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images

Pequenas mudanças que pode incorporar no seu dia a dia para promover uma economia azul sustentável e contribuir para combater as alterações climáticas

Lisboa vai ser palco da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas. O evento, coorganizado pelos governos de Portugal e do Quénia, decorre esta semana - e num momento em que o mundo enceta esforços para mobilizar, criar e promover soluções que permitam alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável antes de 2030.

Mas, enquanto os decisores e os líderes mundiais não entram em ação, ficam aqui sete coisas que pode fazer enquanto cidadão para o bem dos oceanos (e, claro, do planeta):

1. Minimizar o consumo de plásticos de uso único

Segundo a ONU, os seres humanos já produziram 8,3 mil milhões de toneladas métricas de plástico – metade disso apenas nos últimos 13 anos. Isto equivale a uma tonelada de plástico por cada pessoa na Terra. O plástico encontra-se em todas as partes dos oceanos e está até mesmo no nosso sangue.

Para diminuir o seu impacto, deve utilizar produtos reutilizáveis, evitar consumir produtos descartáveis e também certificar-se de que está a colocar os seus resíduos nos contentores apropriados. Opte, por exemplo, por sacos de pano e copos reutilizáveis, ande com uma garrafa de água reutilizável, armazene alimentos em recipientes não descartáveis e recicle sempre que possível.

2. Comprar produtos orgânicos

Mais de metade do mundo depende agora de fertilizantes de azoto e fósforo para os seus alimentos, mas a maior parte destes fertilizantes não são utilizados para o cultivo. Cerca de 10 milhões de toneladas de azoto são despejadas nos oceanos todos os anos, das quais cerca de 90% provêm de esgotos agrícolas e de águas não tratadas, o que, por sua vez, conduz ao crescimento excessivo de algas e de “zonas mortas”.

Opte por comprar produtos orgânicos - que são aqueles que, essencialmente, seguem uma rotina de produção 100% sustentável (e sem agrotóxicos sintéticos, transgénicos ou fertilizantes químicos). Frutas, legumes, verduras, hortaliças, carnes, ovos, feijão e cereais são alguns exemplos que podem ser produzidos desta forma.  As certificações garantem o cumprimento destas condições:

Exemplos de certificação para produtos biológicos e sustentáveis

3. Comprar alimentos de origem sustentável certificados

17% das proteínas animais do mundo provêm do mar, e cerca de 35% dos stocks mundiais de peixe são sobrexplorados. Segundo a ONU, o setor da pesca precisa de melhorar a transparência e sustentabilidade das cadeias de abastecimento de produtos do mar, ao mesmo tempo que introduz medidas robustas para assegurar o cumprimento, controlo e aplicação dos regulamentos da pesca.

Ao fazer compras ou jantar fora, ajude a reduzir a procura por espécies sobrexploradas -  atum, bacalhau, carapau, sardinha, entre outros -  e escolhendo frutos do mar saudáveis e sustentáveis.

Dificuldade em perceber quais produtos comprar? Procure os certificados

4. Apoiar os "pequenos" pescadores

No seguimento do ponto 3, os “pequenos” pescadores encontram-se muitas vezes em desvantagem na exploração dos mercados e recursos dos seus concorrentes industriais. Compre mariscos de origem local e apoie os seus pescadores locais (e desfrute dos mariscos mais frescos que existem).

5. Participar em limpezas de praias

Não é raro ir a uma praia hoje em dia e encontrar plástico espalhado por toda parte. Voluntarie-se em limpezas de praia ou então desfrute de um dia à beira-mar com os amigos e limpe o lixo e plástico que encontrar enquanto lá estiver.  Além disso, esta é uma maneira de envolver as pessoas e ajudar a torná-las mais conscientes e mobilizá-las.

Eis algumas associações que pode seguir em Portugal:

6. Fazer todos os possíveis para minimizar a sua pegada de carbono

O dióxido de carbono polui tanto os oceanos como o ar e acidifica a água do mar, com consequências desastrosas para muitas espécies. Reduza os efeitos das alterações climáticas no oceano deixando o carro em casa quando puder e sendo consciente do uso de energia em casa e no trabalho.

Algumas coisas que pode começar a fazer: mudar para lâmpadas LED, suba as escadas em vez de ir de elevador, comprar eletrodomésticos energeticamente eficientes e utilizar menos produtos “descartáveis” (tal como no ponto 1) são um bom começo para reduzir as emissões de dióxido de carbono.

7. Contribuir para ajudar organizações que protegem os oceanos

Muitas ONGs, organizações da sociedade civil e outras estão a fazer um trabalho inovador vital para proteger os oceanos. Pesquise e apoie as organizações que o inspiram. Deixamos algumas sugestões de ONGs em Portugal:

Além das associações pode continuar o seu trabalho ao defender soluções, seja nas ruas, escrevendo cartas aos decisores, assinando petições, ou apoiando campanhas que visem influenciar os decisores, a nível nacional ou a nível global. 

 

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