"Não vejo outra solução que não seja a concentração de recursos e isso implica encerrar algumas maternidades", defende coordenador de comissão nomeada pelo Governo

3 set, 19:32

Mais dinheiro não atrai mais médicos para as maternidades. Lisboa e Vale do Tejo continua a perder médicos para o privado

As medidas anunciadas pelo governo para travar os problemas nas urgências de obstetrícia, ginecologia e blocos de partos não estão a evitar a saída de médicos para o privado.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, uma das mais afetadas pela carência de clínicos, as saídas para o privado em agosto e setembro até estão a ser superiores às entradas no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O diagnóstico é feito à CNN Portugal pelo Coordenador da Comissão de Acompanhamento das Urgências de Ginecologia/Obstetrícia e Bloco de Partos, escolhida pelo Ministério da Saúde para propor soluções para as carências, graves, que têm afetado os hospitais desde o início do verão com encerramentos provisórios de vários serviços.

Diogo Ayres de Campos defende que sem efeitos significativos das medidas provisórias para contratação de médicos, será necessário avançar com uma concentração de serviços, fechando de forma definitiva algumas maternidades nas regiões mais afetadas pela carência de médicos, uma proposta que está a ser discutida pela Comissão e que poderá ser apresentada ao Governo.  

O responsável admite, contudo, que a saída de Marta Temido pode adiar a aplicação e decisão governativa sobre as soluções estruturais que estão a ser desenhadas pela Comissão de Acompanhamento das Urgências de Ginecologia/Obstetrícia e Bloco de Partos.

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