Comissão de Acompanhamento de Resposta em Urgência Obstetrícia vai criar base de dados para evitar encerramentos

CNN Portugal , AM - notícia atualizada às 10:54
23 jun, 06:34
Coronavírus

REVISTA DE IMPRENSA. Presidente da Comissão diz que deslocalização de equipas está em cima da mesa, com pagamentos por igual, e fala em obstetras "mal distribuídos" pelo Serviço Nacional de Saúde

A Comissão de Acompanhamento de Resposta em Urgência de Ginecologia, Obstetrícia e Bloco de partos garante que a partir da próxima semana haverá o planeamento necessário para evitar encerramentos das urgências de obstetrícia, sendo para isso criada uma base de dados onde serão centralizadas as capacidades de cada hospital. 

Em entrevista ao jornal Expresso, Diogo Ayres Campos, o médico presidente desta comissão garante que está em cima da mesa a concentratação de serviços, assim como a deslocalização de equipas, tudo para que os serviços permaneçam abertos. Esta deslocação de médicos será paga por igual, sem que aconteça o chamado "leilão" de valor para tarefeiros, que dá lugar a espera por parte de profissionais para ver quem é que hospital paga mais.

Quanto ao papel do Ministério da Saúde, esse será o de comunicar, com tempo e de forma clara, que serviços vão ou não estar disponíveis para a população no hospital, ou seja, quais os hospitais em contigência e qual o nível de contigência do mesmo.

Já em declarações ao jornal Público e à Renascença, o médico diz que os obstretas "parecem estar mal distribuídos" pelo Serviço Nacional de Saúde e ressalva que o objetivo agora é evitar que existam situações de muitas contingências ao mesmo tempo. O especialista admite também que se existirem situações impossíveis de lidar poderá haver a necessidade de concentrar recursos numa maternidade e passar a equipa que fica no serviço temporariamente encerrado para outra.

Diogo Ayres Campos diz também que "a curto prazo" os serviços de obstetrícia estão "em modo de resposta aguda" e que assim que essa resposta "esteja garantida", é tempo "de avaliar exactamente onde são mais necessários os obstetras e se, de facto, é necessário repensar a rede de referenciação em obstetrícia e ginecologia".

Valores fixos para tarefeiros

Ainda em entrevista ao jornal Público e à Renascença, o diretor do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Santa Maria, em Lisboa, acrescenta que deverão ser estabelecidos valores fixos para médicos tarefeiros este verão. O presidente desta comissão quer acordar, já esta semana, os preços pagos por hora a estes profissionais contratados para colmatar a falta de médicos nos serviços.

Diogo Ayres Campos diz mesmo que o valor têm de ser semelhantes "para as regiões, alterado ligeiramente de acordo com as características do hospital, se é mais complexo ou menos, e a distância dos grandes centros".

No entanto, deixa a ressalva, que é um desafio muito grande que está a ser colocado às Administrações Regionais de Saúde e que, por isso, o consenso pode não ser possível.

"Penso que nesta semana vamos conseguir arranjar um consenso. Também é muito claro que se não se chegar a um consenso, que a comissão de acompanhamento, juntamente com o ministério, irá assegurar que esse acordo se faça", afirma Diogo Ayres Campos, acrescentando que a Comissão definirá então os "valores fixos para todo o Verão de 2022", por achar "que isso vai estabilizar a procura e a oferta".

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