Portugal vai criar prémio da ativista Marielle Franco

Agência Lusa , DCT
24 abr 2023, 16:20
Marielle Franco (AP Photo/Silvia Izquierdo)

No Brasil, houve “uma polarização muito grande nos últimos anos, politicamente falando e ideologicamente também”, com um “populismo e essa onda crescente de ódio”, da desinformação também acentua a violência, afirmou a ministra, que diz nunca esquecer a irmã nas suas posições políticas.

O Observatório do Racismo e Xenofobia português informou esta segunda-feira à ministra da Igualdade Racial brasileira que vai criar um prémio com o nome da ativista Marielle Franco, para premiar investigadores que tratem do racismo e xenofobia.

Em entrevista à Lusa, Anielle Franco, irmã da ativista que morreu assassinada em 2018 e que se tornou um símbolo das vítimas da violência política no Brasil, destacou que a sua irmã, de quem se assume “herdeira espiritual”, é um símbolo “da falta de acesso à mulheres negras a diversos setores” e também “uma violência política extrema que cresce” em todo o mundo, no quadro da polarização e dos extremismos existentes.

No Brasil, houve “uma polarização muito grande nos últimos anos, politicamente falando e ideologicamente também”, com um “populismo e essa onda crescente de ódio”, da desinformação também acentua a violência, afirmou a ministra, que diz nunca esquecer a irmã nas suas posições políticas.

“A gente tem uma missão de falar dos que já se foram, mas que deixaram tantos exemplos, tanta força” para os tempos atuais, justificou a ministra, que integra a comitiva oficial do Governo brasileiro na visita de Estado de quatro dias a Portugal do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que termina na terça-feira.

“[No encontro com o observatório português] eles disseram que vão criar um prémio Marielle Franco, com o nome da minha irmã, dando visibilidade, premiando pesquisadoras que tragam trabalhos de combate ao racismo e xenofobia”, afirmou a governante, mostrando-se muito “honrada com o prémio”.

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