REVISTA DE IMPRENSA || O aumento da oferta poderá alargar o acesso, mas traz riscos acrescidos
A indústria farmacêutica prepara a chegada de 16 novos medicamentos para tratar a obesidade, já prontos para avaliação pela Agência Europeia do Medicamento. Segundo o jornal Expresso, estas novas moléculas, mais potentes e com benefícios adicionais, prometem perdas de peso mais rápidas, tratamentos simplificados e preços mais baixos, impulsionados pela futura perda de patente de alguns fármacos.
De acordo com o jornal, os novos tratamentos incluem agonistas do recetor GLP-1 e combinações que imitam várias hormonas, reduzindo a fome, aumentando a saciedade e atuando também em diabetes, doenças cardíacas, renais ou hepáticas. Algumas versões estimulam ainda a produção de massa magra, surgindo em formatos mais fáceis de administrar.
O aumento da oferta poderá alargar o acesso, mas traz riscos acrescidos. Os medicamentos podem provocar efeitos adversos e, para manter resultados, tendem a ser usados por longos períodos.
Com 60% da população portuguesa acima do peso, os custos e uma eventual comparticipação continuam em avaliação, num mercado em forte crescimento.