Francisco Louçã diz que referência a si no livro de Carlos Costa “é mentira”

CNN Portugal , DCT
16 nov, 19:42
Francisco Louçã

O antigo secretário-geral do Bloco de Esquerda recorreu às redes sociais para dizer que não participou em nenhum grupo de trabalho criado pelo Ministério das Finanças, ao contrário do que diz o livro "O Governador"

Francisco Louçã disse que a menção que lhe é feita no livro O Governador, escrito por Luís Rosa e que tem por base entrevistas ao antigo governador do Banco de Portugal Carlos Costa, não corresponde à verdade. “É pena que seja falso”, destaca, numa publicação feita na sua página de Facebook esta tarde. 

“Analisarei com detalhe o livro do jornalista Luís Rosa sobre Carlos Costa, a partir de entrevistas com o ex-governador. Para já, limito-me a agradecer a referência que me faz, só que é mentira”, começa por escrever o antigo secretário-geral do Bloco de Esquerda.

“Diz ele, na página 377, como prova das pressões que teria sofrido, que ‘a questão chegou ao ponto de o Ministério das Finanças constituir um grupo de trabalho sobre a problemática das finanças públicas, para o qual convidou Francisco Louçã’, que trataria de dividendos do banco e gestão da dívida e suas maturidades. É pena que seja falso”, escreve Louçã. 

“Não conheço nem participei em nenhum grupo de trabalho criado pelo Ministério das Finanças nesse âmbito. Participei, isso sim, num grupo criado pelo acordo entre o PS e o Bloco, que, como foi público, incluiu vários economistas e também membros do Governo, e que apresentou um relatório no Parlamento sobre cenários da dívida pública”, conclui.

A publicação do livro tem sido alvo de críticas por parte de várias personalidades políticas e bancárias, tendo sido o primeiro-ministro António Costa um dos primeiros a reagir, rejeitando as acusações que são feitas no livro e que, por isso, vai processar o antigo governador do Banco de Portugal por ter colocado em causa a sua “honra”. No livro, Carlos Costa acusa António Costa de tentar travar a saída da empresária angolana Isabel dos Santos do Banco BIC.

Também Marcelo Rebelo de Sousa já veio contrariar as declarações de Carlos Costa no livro, assim como o Partido Socialista - que coloca as culpas em Passos Coelho, um dos presentes na apresentação da obra, que decorreu esta terça-feira - e o CEO do BPI diz que prefere “perder tempo em coisas úteis” em vez de ler o livro sobre o ex-governador, desvalorizando as informações que constam no livro, tal como os diretores executivos de outros bancos o fizeram esta manhã.

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