Sondagem CNN Portugal: confinamento aproximou famílias? Apenas 10% dos portugueses acham que sim

13 jan, 17:53
Família

Sondagem CNN Portugal com o "Estado da Opinião" dos portugueses mostra a doença mental aumentou com o isolamento e que os alunos tiveram atrasos na aprendeizagem

Milhares de alunos foram enviados para casa durante o confinamento e famílias inteiras tiveram de aprender a conviver 24 horas por dia - trabalho, estudo e descanso entre quatro paredes -, mas isso não os aproximou. De acordo com uma sondagem da Aximage para a CNN Portugal, só 10% dos portugueses consideram que o isolamento aproximou as famílias.

Com aulas à distância, muitas vezes em condições difíceis, com a casa cheia e pouco espaço, não surpreende que quase metade dos inquiridos, 47%, considere que o isolamento tenha provocado atrasos na aprendizagem. Foram muitas as queixas nesse sentido, e isso mesmo é confirmado neste inquérito sobre o Estado da Opinião dos portugueses.

Para 39% dos inquiridos, o isolamento gerou ou agravou doenças mentais e 4% consideram que este causou fobia social. A pandemia está a levar os portugueses ao divã do psicanalista e o mesmo se passa no resto do mundo, sendo as doenças mentais resultado num ainda mais preocupante aumento do consumo de ansiolíticos e antidepressivos.

 

FICHA TÉCNICA:

Universo: Indivíduos maiores de 18 anos residentes em Portugal.

Amostra: Amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII), a partir do universo conhecido, reequilibrada por género (2) grupo etário (4) e região (4). A amostra teve 413 entrevistas efetivas; 98 entre os 18 e os 34 anos, 119 entre os 35 e os 49 anos, 113 entre os 50 e os 64 anos e 83 para os 65 e mais anos Norte 148 Centro 93 Sul e Ilhas 57 Área Metropolitana de Lisboa 115.

Técnica: Aplicação online CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) - de um questionário estruturado a um painel de indivíduos que preenchem as quotas pré determinadas O trabalho de campo decorreu entre 5 e 7 de janeiro de 2022.

Erro probabilístico: O processo amostral, não sendo aleatório, implica a não indicação do erro probabilístico Contudo, para efeitos de comparação, para uma amostra probabilística com 413 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,024 (ou seja, uma “margem de erro” a - 95% de - 4,82%.

Responsabilidade do estudo Aximage Comunicação e Imagem Lda sob a direcção técnica de Ana Carla Basílio.

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