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Batata-doce, guacamole e húmus: estas entradas da moda são mesmo saudáveis? Sirva-se de certezas aqui

Wilson Ledo , Artigo originalmente publicado a 17 de agosto de 2024
24 ago 2025, 11:00
Entradas saudáveis (Pexels)
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GUIA DE VERÃO || Só são saudáveis se não abusar. Como em tudo na vida, não é verdade? Partilhe este artigo com os amigos, da mesma maneira como partilha as entradas no restaurante

Não há restaurante da moda, a querer vender-se como saudável, que não os tenha na sua carta. E não há conteúdos no Instagram, daqueles que ensinam como impressionar os amigos com uma entrada simples e saudável, que se esqueça destas opções.

A batata-doce, seja em chips ou em palitos, o guacamole e o húmus parecem ter vindo para ficar. Mas será que os nutricionistas os aprovam mesmo?

“As três opções são interessantes do ponto de vista nutricional. No entanto, é sempre importante considerar a forma como são preparadas ou confecionadas. Se a batata-doce for frita ou se for adicionada muita gordura ao húmus, podem tornar-se escolhas bastantes calóricas”, resume o nutricionista João Rodrigues, responsável pelo projeto Mundo da Nutrição.

E já lhe vamos explicar quais é que são as melhores companhias para estas entradas, para não deitar tudo a perder.

Fresco, a combinar com o verão: eis o guacamole (Pexels)

O que há de bom em cada?

Se quer realmente impressionar os amigos com esta entradas, então consuma os parágrafos que se seguem, escritos com a ajuda de Rita Azevedo, nutricionista no grupo Trofa Saúde. É aquela quem nos explica as vantagens de cada entrada.

Primeiro, a batata-doce: é um hidrato de carbono complexo, rico em fibra, vitaminas A, C e potássio. “Apresenta um baixo valor calórico e baixo índice glicémico”, diz. Mas atenção, não ponha tudo a perder: leve-a ao forno, não a frite, porque mergulhadas em óleo lá se vão os benefícios.

Por sua vez, o guacamole é feito com abacate, “um fruto composto por gorduras monoinsaturadas, saudáveis para o organismo, com benefícios ao nível da redução dos níveis de colesterol e triglicéridos”. Além de ser um “bom protetor cardiovascular”, é rico em fibra, vitaminas A, C, E e B6 e minerais como o potássio.

Mas não exagere no guacamole: segundo Rita Azevedo, “o seu consumo deve ser moderado, porque apresenta um índice calórico elevado e a sua preparação, por vezes, inclui adição de sal”, cujo consumo excessivo pode ser prejudicial.

Já o húmus é uma pasta feita principalmente de grão-de-bico, “uma leguminosa que é fonte de proteína de origem vegetal, fibra e ferro”. A recomendação é de que o grão-de-bico seja fresco e demolhado, para recuperar a água perdida no processo de secagem, torná-lo mais fácil de digerir, evitando ainda o inchaço ou a flatulência.

O húmus tornou-se um 'must' em todos os restaurantes saudáveis (Pexels)

Cuidado com as companhias (e com as quantidades)

Agora que já sabe a teoria, voltamos à prática. Estão os amigos todos à volta da mesa e começam a encher-se de entradas como se não houvesse amanhã. Afinal, é verão e a vida são dois dias, não é verdade?

Mas depois não se queixe. “Outro aspeto a ter em consideração é a quantidade que é ingerida. O ideal é servir em recipientes ou taças com pouca capacidade, para não se abusar”, recomenda João Rodrigues.

Às vezes, o problema do guacamole e do húmus está nas companhias. Sabemos bem como as más companhias podem estragar tudo. Já nos avisavam os nossos pais.

Pão, tostas e nachos são as opções mais comuns para levar estas pastas à boca, complementando a sua textura e sabor. “Não quer dizer necessariamente que estragam [os efeitos benéficos], mas podem adicionar calorias e mudar o perfil nutricional do prato”, concorda Rita Azevedo.

Há alternativas mais saudáveis e nutritivas como a cenoura, o pepino ou o aipo em palitos; o pão integral, de mistura ou de centeio; ou ainda os chips de vegetais assados. “Fornecem a textura crocante, são ricas em fibras, vitaminas e minerais e têm menor teor calórico”, justifica.

“O pão ou as tostas são boas opções, desde que não sejam consumidos em grande quantidade. Outra boa opção são palitos de cenoura, pimento ou curgete, por exemplo. Já os nachos, não são uma opção tão saudável”, remata João Rodrigues.

Atenção aos nachos (Pexels)
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